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Mateiros

Localizada na região leste do Estado do Tocantins, a cidade de Mateiros, a 310 km da capital, Palmas, é referência na produção do artesanato em capim dourado. É na zona rural do município que está localizado o Povoado Mumbuca, comunidade remanescente de quilombo onde se originou a produção das peças com esta matéria-prima.

A cidade recebeu este nome em função da grande quantidade de veados mateiros encontrados na região.

Visitar Mateiros é uma oportunidade de se deparar com cenários cinematográficos, passeando por lugares como as trilhas e mirantes da Serra do Espírito Santo; vislumbrar as inigualáveis Dunas em tons dourados e alaranjados; tentar afundar, sem sucesso, em vários fervedouros; além de renovar as energias com um banho nas águas cristalinas, verde-esmeralda, da Cachoeira do Formiga. Ainda em Mateiros, não deixe de visitar a bela e majestosa Cachoeira da Velha, assim como a Prainha do Rio Novo.

■ PONTOS TURÍSTICOS

# 1 Artesanato em Capim Dourado
Artesanato típico da região do Jalapão. Feito em capim dourado que é a haste de uma flor branca da família das sempre-vivas, cientificamente conhecido de Syngonanthus niten. São mais de cinquenta produtos feitos a partir do capim dourado, e entre as principais peças estão bolsas, pulseiras, potes, brincos, chapéus, mandalas e enfeites de todos os tipos.

Uma das mais importantes artesãs foi Guilhermina Ribeiro da Silva, mais conhecida como Dona Miúda, falecida em 2010. Ela aprendeu o ofício com sua mãe, que aprendeu de sua avó, e é uma herança do povo indígena Xerente. Foi com o artesanato que Dona Miúda criou os seus doze filhos, ela viajava com os filhos até as cidades próximas a fim de vender as peças que havia produzido

A arte de trabalhar o Capim é passada de geração a geração nos locais onde se originaram, como Ponte Alta, Novo Acordo, Santa Tereza, Lagoa do Tocantins e no Prata, além das já citadas Mumbuca e Mateiros, todas na região do Jalapão, sendo importante fonte de renda para muitas famílias.

Atualmente, o Capim Dourado ganhou popularidade e não mais está presente apenas no Tocantins como também é largamente utilizado em todo o Brasil e até no exterior. Por isso, ele ganhou um selo de identificação geográfica que o coloca como produto único e típico do Tocantins.

Onde encontrar: Na Comunidade Mumbuca existe uma loja de artesanato com peças em capim dourado. Pode-se chegar à Comunidade pela estrada para São Félix (TO-110), a 22 km da sede do município de Mateiros.

# 2 Cachoeira da Velha
No rio Novo, é a maior cachoeira do parque e uma de suas maiores atrações. Tem grande volume de água cristalina mesmo na época da estiagem – entre maio e setembro – em duas quedas em formato de ferradura com cerca de 100 metros de largura e 15 de queda livre. Olhando de cima e conforme o ângulo, o formato lembra o mapa do Brasil. Conta com uma passarela e um mirante de onde se pode contemplar a cachoeira e a mata ao redor e, dando sorte, um pouco da fauna local. O banho não é permitido por questão de segurança, já que é um grande volume de águas revoltas. O nome, de acordo com os locais, deve-se a uma mulher que vivia nas proximidades da cachoeira e amava demais aquelas águas e, depois de morrer, seu espírito permanece no lugar.

Como chegar: Saindo de Palmas até Ponte Alta pelas rodovias TO-50 e TO-255, seguindo depois por estrada de terra.

# 3 Cachoeira do Formiga
O nome é por causa do rio Formiga. É uma queda pequena que forma um poço grande de águas em tons esverdeados que lembram esmeralda. A água é muito transparente e mesmo no lugar mais profundo pode-se ver a areia calcária branca e fina. Ao redor dessa piscina natural, a vegetação é exuberante e lembra a mata atlântica, com palmeiras, samambaias e muitas árvores com bichos pulando pra lá e pra cá. Como outros encantos do Jalapão, fica em propriedade particular e paga-se pela visita. Também é permitido acampar e nesse caso, é necessário levar provisões e cumprir a exigência – válida para todo o Parque Estadual do Jalapão – de não deixar qualquer espécie de lixo.

Como chegar: saindo de Mateiros, pela rodovia BR-225 em direção a São Félix, são 36 km por estrada de chão.

# 4 Dunas do Jalapão
Surgiram a partir da erosão das serras rochosas da região ao longo do tempo, e são a segunda razão pela qual a região é chamada de deserto a outra é a baixa densidade demográfica. As dunas são um espetáculo natural cuja altitude varia de 200 a 400 metros, de onde se descortina a bela paisagem de areias que refletem a luz solar em variados tons de dourado mesclado com o azul dos rios e, aqui e acolá, do verde da vegetação rasteira típica da região e dos buritizais que vicejam à beira de nascentes. Das dunas se pode avistar a Serra do Espírito Santo, as veredas de capim dourado e os lagos que são como oásis no meio do deserto. Objetos encontrados ali indicam que o lugar já foi o fundo de um oceano. Assim como no mirante da serra, o nascer e o por do sol são espetáculos à parte, que compensam qualquer dificuldade para se chegar às dunas.

Como chegar: saindo de Palmas, 282 km pela TO-255 (cerca de 4 horas de viagem em veículo com tração 4×4).

# 5 Fervedouro do Ceiça
O Fervedouro do Ceiça encontra-se em Mateiros. Como o terreno é frágil o atrativo possui um limite capacidade de carga. Só é permitido no fervedouro seis pessoas por vez, com tempo máximo de permanência de 20 minutos. Os visitantes podem esperar numa pequena estrutura de apoio no local. O atrativo turístico, que é particular, está aberto todos os dias, das 6h às 18h.

# 6 Mirante da Serra do Espírito Santo
Oferece um vista deslumbrante e privilegiada a quem vence o desafio de subir a serra por trilha e chegar lá. Saindo de Mateiros, são cerca de 30 km de estrada arenosa até a serra, onde começa a trilha íngreme de cerca de 500 metros. Ela conta com corrimão em alguns trechos e pontos de paradas com banquinhos para respirar e repor as energias. Caso o visitante tenha optado pelo passeio de manhã, é preciso sair bem cedo, por volta de 4 horas, por dois motivos: primeiro, porque a temperatura ainda está amena; e segundo, porque a grande recompensa é ver o nascer do sol lá de cima do mirante, tendo abaixo a natureza intocada e toda a exuberância do verde cortado por rios, riachos e lagoas que oferecem praias naturais de areias brancas e finas. Se a escolha for pela tarde, o melhor é esperar o sol declinar um pouco e sair lá pelas 16 horas, quando o calor é menos intenso, mas sem descuidar de proteger a pele e se hidratar. A recompensa nesse caso é ver o sol se por, lançando raios avermelhados sobre as dunas de areias cor de laranja.

Como chegar: saindo de Mateiros ou São Félix, por estrada de chão

# 7 Parque Estadual do Jalapão
Natureza em estado puro, é um convite ao turismo de aventura com estradas de terra e areia a partir de Ponte Alta do Tocantins, a 195Km de Palmas. São 34 mil km² de área de preservação ambiental, com temperaturas médias de 30°C, e entrecortados por uma imensa teia de rios, riachos e ribeirões, cachoeiras, e nascentes de água cristalina. Muitas dessas nascentes são chamadas de fervedouros, por causa do borbulhar constante que torna impossível o banhista afundar. O parque também é rico em dunas de areias alaranjadas, serras e chapadões de onde se pode avistar a paisagem com vegetação rasteira que mistura cerrado, campina e matas de galeria. É possível viajar durante dias pelo parque avistando somente animais típicos da região como lobos-guarás, emas, raposas, gambás, papagaios, araras muitos outros animais que compõem a fauna típica local. Pode-se praticar trilha, canoagem, mergulho e outros esportes radicais e os pontos de hospedagem mais próximos ficam em Mateiros e São Félix.

Como chegar: a partir de Palmas por Novo Acordo (110 km asfaltados) ou Ponte Alta (195 km de asfalto)

Povoado Mumbuca
Artesã do Povoado Mumbuca com mandala em capim dourado.
Fica no município de Mateiros, perto da rodovia TO-110 e a população – reconhecida como quilombola pela Fundação Palmares – é uma espécie de grande família que se originou de remanescentes de quilombolas e indígenas que habitavam a região. A base da economia local é o artesanato de capim dourado e a agricultura familiar, em que homens e mulheres têm papéis bem definidos: eles cuidam do cultivo das roças e as mulheres da colheita e da fabricação de farinha de mandioca. Uma vez por ano, geralmente em setembro, é realizada a festa da colheita do capim dourado com manifestações culturais, cantorias e rodas de conversa que têm o objetivo de manter as tradições.

Como chegar: por estrada de chão saindo de Mateiros.

Prainha do Rio Novo
O Rio Novo tem muitos bancos de areia na margem, mas a mais conhecida e visitada é essa. Fica logo abaixo da Cachoeira da Velha e impressiona pela brancura da areia e transparência da água, que forma uma espécie de piscina natural translúcida rodeada pela mata virgem, num ambiente de muita paz e calmaria. Impossível resistir ao convite para um mergulho. Mas, cuidado: o rio tem fortes correntes subaquáticas que exigem cautela.

Como chegar: por uma trilha a partir da Cachoeira da Velha que faz uma grande descida com patamares e locais de parada para respirar.

Rafting no Rio Novo
É uma das atividades mais praticadas pelos adeptos do turismo de aventura que visitam o Jalapão. O rio oferece grandes corredeiras propícias também a outros esportes radicais com canoagem e boia cross. O rafting dura cerca de três horas rio abaixo e é preciso contratar o pacote por uma agência de viagens que deve disponibilizar equipamentos, guias experientes e garantir a segurança no trajeto.

Como chegar: saindo de Mateiros pela estrada que leva a Ponte Alta, 45km por estrada de chão.

Trilha na Serra do Espírito Santo
Íngreme e considerada a trilha mais difícil da região, tem extensão de 34 km até chegar ao mirante da serra, passando por grandes blocos de rochas arenosas cuja erosão, ao longo de 150 milhões de anos, deram origem às dunas do Jalapão. A dificuldade da subida é recompensada pela vista esplendorosa da paisagem, especialmente do por do sol. A trilha tem trechos demarcados e alguns com cordas que servem de corrimão; é melhor fazer a subida bem cedo ou no fim de tarde, quando o sol já não está mais a pino e a temperatura cai um pouco, mas mesmo assim é importantíssimo se proteger com filtro solar, chapéu, óculos escuros e levar água suficiente para beber muitas vezes durante trajeto e é bom usar repelente pois tem muitos mosquitos. A descida também precisa de cuidados por causa da grande quantidade de pedras soltas e é bom que seja feita antes do anoitecer.

Como chegar: por estrada de terra saindo de Mateiros ou de São Félix

■ COMO CHEGAR

De Carro:
n/d

De Ônibus:
Terminal Rodoviária de Palmas
Endereço: Av. Hélio, 125 – Plano Diretor Sul, Palmas – TO

De Avião:
Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues
Endereço: Av. Joaquim Teotônio Segurado, s/n – Plano Diretor Estação Sul, Palmas – TO
(63) 3219-3700

■ MAPA DA REGIÃO