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Timóteo

O Município de Timóteo, localizado no Leste de Minas Gerais, na região conhecida como “Vale do Aço”, tem como base de sua economia a indústria de Aço Inox. A contribuição da atividade para o desenvolvimento local é inquestionável. A influência é tão abrangente que o município tornou-se conhecido como “Capital do Inox”. A presença da siderúrgica Aperam, única produtora de aço inox na América do Sul, há décadas, gera emprego e renda, atrai profissionais, contribui para o surgimento de empresas prestadoras de serviços, fortalece o turismo de negócios, dentre outros ganhos. O aço produzido na região é consumido dentro e fora do país. Está presente no cotidiano de pessoas no mundo todo e em um mercado que busca, a cada dia, novas formas de aplicação.

Outro setor importante em Timóteo é o turismo. O principal é o Parque Estadual do Rio Doce, que ocupa 30% do território do município, contando com a maior reserva de mata atlântica preservada e um conjunto de mais de 40 lagoas.

■ PONTOS TURÍSTICOS

# 1 Antiga Escola Técnica de Metalurgia
Foi criada pela Cia Acesita em 1952-1953, em convênio com o SENAI para suprir a demanda da empresa por mão de obra na região. Inicialmente a escola funcionava nas próprias dependências da empresa. Em 1963, foi inaugurado a prédio que hoje é tombado para abrigar a escola, que atendia com vários cursos de interesse da Acesita. Em 1994, a escola técnica foi desativada, passando o prédio tombado para a administração da Prefeitura de Timóteo.

# 2 Escola Estadual Percival Farquhar
Em 1983, a Prefeitura de Timóteo contratou o arquiteto mineiro Éolo Maia para a elaboração do projeto para o grupo Escolar Vale Verde. Éolo elaborou construções em estruturas autoportantes de tijolos maciços, técnica que era muito usada na região para os fornos de produção de carvão vegetal.

# 3 Chafariz e Olho D´água – Biquinha
Conforme depoimento de Dona Sudária de Jesus, antiga moradora da vizinhança da biquinha, o local “era um bicão, ou melhor, duas bicas grandes d´água, uma pequena cachoeira que nascia no meio das pedras”. O terreno da biquinha pertenceu primeiramente ao Sr. José Adão. A rua de acesso a biquinha era cheia de barracos e casas que surgiram como posse. Pelo que se tem noticia o lugar começou a ser ocupado a partir de 1900. Os primeiros moradores da redondeza foram Raimundo Claudino, Tonico Lunga, Antônio Claudino, José Emídio e Manoel Mariano (vulgo Manoel Bentinho).

Nesse período não havia abastecimento de água encanada nas casas, logo as pessoas iam até a biquinha buscar água para uso doméstico. A biquinha se situa na Rua José Moreira Bowen, mas conhecida como “rua da biquinha”, o que comprova como o bem ainda é uma forte referência para a comunidade.

# 4 Grupo Escolar Getúlio Vargas
O grupo escolar foi criado em 1948, destinado ao ensino primário. Inicialmente atendia aos filhos dos funcionários da empresa Acesita, que havia se instalado pouco tempo no município e necessitava de infraestrutura adequada para o seu bom funcionamento.

Atualmente a instituição de ensino é de responsabilidade do Estado. A construção da escola é térrea e se encontra em terreno acima do nível da rua, tem fachada simétrica, com arremates de frisos horizontais em massa. Na entrada principal tem-se volume destacado em frontão triangular, com cobertura de relhas francesas e beiral de cimalha. A estrutura é de concreto e as paredes de tijolos cerâmicos maciços, usadas nas construções naquele período.

# 5 Parque Estadual do Rio Doce (Perd)
O Parque Estadual do Rio Doce (Perd) é hoje a maior reserva contínua de Mata Atlântica em Minas Gerais. Tem uma área de quase 36 mi hectares entre os rios Piracicaba e Rio Doce. Engloba três municípios: Marliéria, Timóteo e Dionísio.

Quase metade do território do município de Timóteo integra o Parque, e 14, 17, do Perd fazem parte do município. A área possui extrema importância na região, pois, além de abrigar várias espécies nativas da fauna e flora da Mata Atlântica, ajuda a conter o impacto causado pela inevitável poluição proveniente das atividades siderúrgicas e metalúrgicas do Vale do Aço. Tem importante papel de renovação de oxigênio na região que abrange os municípios de Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga e Santana do Paraíso, contribuindo para o equilíbrio climático.

As primeiras iniciativas no sentido de se preservar a área do atual Perd surgiram com Dom Helvécio Gomes de Oliveira, em 1931, quando ele, então arcebispo de Mariana, realizou visita pastoral a Marliéria. Em março de 1936, o então governador do estado, Benedito Valadares, em apoio ao projeto do bispo, realizou demarcação de 32 mil hectares, constituindo o Parque Florestal. O Parque foi oficialmente criado pelo Decreto nº. 1.119, de 14 de julho de 1944. Desde 1962 o Perd é administrado pelo IEF – Instituto Estadual de Florestas. Por Timóteo é feito o principal acesso ao Parque do Rio Doce.

O parque é composto por árvores centenárias, madeiras nobres de grande porte e uma infinidade de animais nativos, como: beija-flor, quero-quero, besourinho, chauá, jacuaçu, saíra, anumará, capivara, anta, macaco-prego, paca e cotia. Além das espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, jacaré-de-papo-amarelo, o macuco e o mono-carvoeiro, maior primata das Américas.

O parque possui um herbário que, de forma sustentável, possibilita a identificação de espécies por meio da análise de suas características morfológicas, constituindo a base de pesquisas taxonômicas. Há estudos sobre a influência de espécies exóticas de animais que têm colaborado com mudanças nas cadeias alimentares, como tucunaré, a piranha e o apaiari.

O sistema hídrico do Perd é formado por cerca de 50 lagoas no seu interior e outras 80 em seu entorno. Dentre seu complexo de lagos, destaca-se a Lagoa Dom Helvécio, com 6,7 Km2 e 32,5 m de profundidade. De maneira geral, grande parte dos corpos d’água que compõem o sistema de lagos tem sofrido algum tipo de impacto, seja pelo uso da água ou pela modificação da paisagem. As lagoas estão preservadas apenas na área onde se encontra o Parque, e a paisagem no entorno encontra-se inalterada.

# 6 Casarão da Rua Mateus Araújo – Casa da Memória
A Casa da Memória é a edificação mais antiga de Timóteo, ainda preservada, construída em 1922, com paredes de pau a pique, telha cumbuca, forro de taquara trançada, piso e esquadrias de braúna, carvalho, garapa e outras madeiras de lei típicas da região. Jorge Dias Duarte a construiu com oito cômodos, para servir como residência. Após muitos anos o imóvel foi restaurado e inaugurado, em 2004, como Casa da Memória e Pesquisa do Legislativo.

# 7 Centro Cultural da Fundação Aperam Acesita
O Centro Cultural da Fundação Aperam Acesita foi inaugurado em 31 de outubro de 1994 e está localizado na antiga Casa de Hóspedes da então Acesita. O imóvel, que foi erguido na década de 1950, foi totalmente adequado para sua nova finalidade e possui 2.500 m2 de área construída. O prédio abriga um museu da empresa, área de exposição, teatro, salas que podem ser utilizadas para cursos e oficinas, bem como jardins e um grande bosque onde são realizados eventos variados, como Festival Arte Viva.

■ COMO CHEGAR

De Carro:
n/d

De Ônibus:
n/d

De Avião:
n/d

 

■ MAPA DA REGIÃO