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Alcântara

Alcântara é um município localizado na margem esquerda do rio Mearim, cerca de uma hora de barco da capital São Luís, no estado do Maranhão. Alcântara com 21 652 habitantes é uma cidade com muita historia e cultura, encantando os visitantes com suas ruas de paralelepípedos, casarões coloniais e ruínas históricas.

Alcântara ficou conhecida pelo “CLA” ou Centro de Lançamento de Alcântara, onde são lançados satélites no âmbito da Missão espacial brasileira. Fica, também, perto desta cidade, a ilha do Cajual, um importante sítio arqueológico do Maranhão. A presença de fósseis de espécies que também viveram na África comprovam que a África e a América do Sul já foram um só continente. A cidade também é muito conhecida pelos seus doces de espécie. A festa do Divino Espírito Santo (“festa do Divino”) é bastante difundida no estado, já que são aproximadamente 15 dias de festa durante a qual são servidos, de graça, licores e doces.

 

■ PONTOS TURÍSTICOS

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
A irmandade de N. Sra. dos Pretos obteve licença do governador para erguer sua própria igreja em 1781. Construída por negros, ficou pronta em 1803. Localizado no bairro Caravela, o templo é modesto, com frontão triangular curvilíneo que é aparentemente desproporcional ao corpo da igreja. A parte interna foi restaurada nos anos 80 pela Fundação Cultural do Maranhão.

Ruínas da Igreja Matriz de São Matias

Foto: Divulgação/Min. do Turismo

Localizada na Praça da Matriz , sabe-se apenas que em 1869 foi nomeada uma comissão a mando do presidente da província, para concluir a obra que nunca foi terminada. Resta a fachada principal, vestígios do campanário e das paredes laterais em alvenaria de pedra e cal. Ao seu lado está o Pelourinho, Antigo lugar de chicoteamento dos escravos.

Igreja e Convento do Carmo
O convento e a igreja foram fundados em 1646 e 1665, respectivamente, pelos irmãos da ordem dos Carmelitas Calçados. Em 1865, o conjunto foi restaurado por ordem provincial. A capela foi continuamente cuidada ao longo do tempo, fazendo parte das tradicionais manifestações da Festa do Divino Espírito Santo. O altar-mor é de madeira, todo revestido a ouro em folha e com pintura da época. Representa a arte barroca brasileira, mas um barroco evoluído por não usar o vocabulário rococó. O resultado é a limpeza de composição em substituição a sobrecarga ornamental das anteriores.Também encontramos duas preciosas portas, uma que dá acesso ao adrio, e outra que servia só ao convento com escudos talhados. Os púlpitos que decoram o seu interior, são de estilo Joanino e a pia da sacristia, em pedra de lioz, do século XVII, com tratamento erudito dos ornamentos, foi importada de Portugal. O convento ficou abandonado a partir de 1890, quando a Ordem Carmelitana foi despojada de todos os seus bens no Maranhão, com a morte de seu derradeiro monge. Nos tempos coloniais, foi transformado em quartel e fortaleza pela Força portuguesa. Hoje o convento se encontra em ruínas, restando apenas muros e escombros.

Rua do Jacaré
Essa rua que é ladeira e com acesso a praia, composta por pedras cabeça-de-negro e de cantaria. Essas pedras são chamadas de pedras de jacaré, a preta é irregular e rugosa e a de cantaria é irregular, polida pelo tempo, sendo encontrada em abundância. A pedra de cantaria é usada também nas soleiras das portas das casas da referida rua.

Cavalo de Troia
É o mais alto solar de Alcântara. Foi construído pelo seu primeiro proprietário, o português Chico Taipa, que elogiava sua casa fazendo constantes referências ao cavalo de madeira da Guerra de Troia.

Fonte das Pedras
Foi edificada pelos franceses, em 1613, para abastecer a população. O monumento tem grande valor histórico e artístico apesar de mutilado. Em pedra preta, apresenta frontão triangular, encimado por uma pedra cabeça-de-negro, tem formas arredondadas e murada na parte central. A bica original desapareceu e a água, atualmente, é retirada com o auxílio de vasilhas. Na parte posterior esquerda há uma cacimba de pedra.

Fonte do Miritiva ( MIRITITINA )
A fonte é anterior a 1747 e foi construída pelo donatário Antonio Coelho de Carvalho para abastecer a cidade, além de sua água possuir propriedades terapêuticas. É composta de três mananciais que, por canalização, convergem para a caixa d’água, jorrando em três poços.

Casa de Câmara e Cadeia
O Governador Gonçalo Pereira Lobato e Sousa doou para o Senado da Câmara da Vila de Santo Antônio, em 1759, uma légua de terra. Com donativos dos habitantes, foi construída a Casa de Câmara e Cadeia e, posteriormente, a penitenciária do Estado.

Forte de São Sebastião
Foi construído em 1763, pelo Governador Gonçalo Pereira Lobato e Sousa. Com a edificação do forte a região poderia ser elevada à cidadela, mas isso não aconteceu e, em 1797, estava em ruínas. Algumas de suas nove peças originais são vistas no local.

■ COMO CHEGAR

De Barco:
O acesso à cidade pode ser feito por barco ou catamarãs que partem diariamente da capital de São Luís até o porto de Cujupe, em Alcântara, bem como por barcos menores.

■ MAPA DA REGIÃO