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Hotéis do interior e do litoral de SP devem ter até 90% de ocupação no Carnaval

Na capital, ocupação média deve ser acima de 65%, segundo estimativa da Secretaria de Turismo e Associação Brasileira da Indústria de Hotéis

Os hotéis do interior e do litoral de São Paulo devem registrar, em média, de 75% a 90% de taxa de ocupação durante o carnaval. Já na capital, com o maior Carnaval da história neste ano, a ocupação deve ficar acima de 65%. A estimativa é do Centro de Inteligência e Economia do Turismo (CIET), da Secretaria de Turismo do Estado, e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-SP).

O resultado observado em algumas cidades do interior chama a atenção, segundo levantamento do CIET e da ABIH, demonstrando o crescimento do carnaval por todo o Estado e não apenas na capital. A menos de uma semana para o feriadão, Socorro, por exemplo, distante 135 quilômetros da capital paulista, já contabiliza 85% de ocupação dos 4.200 leitos disponíveis nos hotéis, índice que deverá ultrapassar os 90%.

Para atrair os visitantes, além do Bloco dos Turistas, organizado pela hotelaria, a cidade tem também oficinas de máscaras para crianças, bandinhas nas ruas e o tradicional festival de marchinhas. Fora a opção dos hotéis, nos limites da cidade há cerca de três mil chácaras, muitas delas mantidas como segunda residência dos proprietários, mas que são alugadas no carnaval, fazendo com que a população, de 41 mil pessoas, tenha um acréscimo de pelo menos 50% – o que injeta dinheiro na economia local.

Mais para o centro do Estado, em Brotas, conhecida pelo turismo de aventura e natureza, a taxa ocupação dos hotéis e pousadas já havia chegado a 90% na primeira semana de fevereiro, com expectativa de ocupar 100% dos 2400 leitos no carnaval. Com pouco mais de 24 mil habitantes, a cidade tem as ruas tomadas por até cinco mil pessoas nos dias dos desfiles dos blocos as ruas. “Os feriados são o incentivo natural para que as cidades do interior tenham um aumento significativo de visitantes”, diz Vinicius Lummertz, Secretário de Turismo do Estado. “A capital faz o maior carnaval do País e os viajantes do próprio estado ainda ativam a economia em várias regiões.”

Com mais dias de descanso, nem a distância assusta. A 521 quilômetros da capital, Votuporanga, no noroeste do Estado e com apenas 420 leitos na hotelaria, não só está 100% ocupada como contribuirá para o faturamento de hotéis nas vizinhas São José do Rio Preto, Cardoso, Jales, Valentim Gentil e Meridiano. Nessas cidades, os pacotes normalmente incluem o traslado diário de van. O festival de música da cidade, realizado há mais de dez anos, tem atrações para todos os gostos, como Ludmila, Wesley Safadão, Gusttavo Lima, MC Kevinho, Léo Santana e Monobloco. Com pouca oferta de hospedagem tradicional na própria cidade, a cada ano aumenta a oferta de acomodação alternativa, como chácaras, campings ou mesmo salões que são adaptados.

Às margens do rio Paraná e ainda mais longe, a 681 quilômetros da capital, Ilha Solteira também está com os hotéis, camping e ranchos lotados, fazendo com que muitos visitantes fiquem nas cidades vizinhas, como Urânia ou Santa Fé do Sul. Ilha Solteira tem o maior universitário do país, com 20 mil foliões vindos principalmente de Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais e outras cidades paulistas.

Praia e capital

Nas cidades praianas, destino natural de milhares de turistas nos feriados, os hotéis ainda têm vagas para o carnaval, de acordo com o Consórcio do Litoral Norte. Na primeira semana de fevereiro hotéis de Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ilhabela e Ubatuba estavam com ocupação média entre 54% e 65%. A expectativa é fechar o primeiro feriadão do ano entre 75% e 78%. Para atrair mais visitantes, Caraguatatuba, por exemplo, programou 17 blocos, trios-elétricos e shows com Preta Gil e Exaltasamba, entre outros.

Já para a capital, a expectativa é de que os hotéis tenham mais de 65% de ocupação no carnaval, variando de acordo com o perfil da hospedagem. Muitos hostels, por exemplo, tipo de acomodação mais econômica normalmente procurada pelos mais jovens, já não têm vagas para o carnaval desde janeiro. Na média, a ocupação em fevereiro nos últimos dois anos, incluindo os dias úteis, que têm demanda maior, foi de 59,9%, em 2018, e 67,6%, em 2019.

“Durante 11 dias a expectativa é 15 milhões de pessoas, entre habitantes da capital de São Paulo, habitantes de outras cidades, região metropolitana, interior do Estado, de outros Estados, e também do exterior. Nós temos mais 650 blocos que farão desfiles em carnaval de rua, além do sambódromo que terá três apresentações de escola de samba na região Norte aqui da capital de São Paulo”, afirmou o Governador João Doria, ao apresentar a Operação Carnaval Mais Seguro, na sexta-feira (14). O plano de segurança vai envolver em média 15 mil policiais por dia.