São Miguel das Missões

A cidade de São Miguel das Missões é um conjunto de ruínas da antiga redução de São Miguel Ancanjo, possui um dos mais ricos patrimônios históricos e culturais do período das Missões na América do Sul. As missões eram iniciativas religiosas destinadas a propagarem os princípios do Cristianismo entre os povos não cristãos. As ruínas de São Miguel das Missões no Brasil, as de San Ignacio Miní, Santa Ana, Nuestra Señora de Loreto e Santa María la Mayor, na Argentina, juntas foram reconhecidas como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1983. Eles são os impressionantes restos de cinco missões jesuítas, construídas nas terras dos índios guaranis nos séculos XVII e XVIII.

Conhecer a região das Missões é viajar por 400 anos de História. Essa volta no tempo permite reviver a fantástica obra evangelizadora dos Padres da Companhia de Jesus e sua determinação em converter à fé cristã os indígenas que habitavam esta região da América.

São Miguel, sendo o principal atrativo turístico e cultural do Estado do Rio Grande do Sul, onde o visitante conhecerá as raízes da formação do povo Gaúcho. O município possui infra-estrutura para receber os turistas que buscam os atrativos históricos, culturais e religiosos. São Miguel das Missões integra-se a roteiros turístico dos Patrimônios Históricos do Brasil.

■ PONTOS TURÍSTICOS

Igreja de São Miguel das Missões
De estilo barroco, a Igreja começou a ser construída em 1735 e levou 10 anos para ser concluída. Os blocos de arenito eram trazidos de uma distância de 20km. Três naves separadas por duas grandes arcadas, e cinco altares com imagens de santos, caracterizavam o interior da Igreja.

Pela tradição das igrejas missionaieras, a de São Miguel deveria possuir uma rica e colorica ornamentação interna, formada por pinturas e esculturas com imagens sacras. A cobertura era de telhas de barro sustentadas por vigas de madeira e, na frente, foi acrescentado um pórtico com arcadas e colunas que exibiam estátuas. A torre ostentava um galo de estanho dourado.

O projeto da Igreja deve-se ao arquiteto italiano Gian Battista Primolli, que mostrou, ao projetá-la, muita familiaridade com o que havia de mais recente na arquitetura européia da época.

Cruz Missioneira
A Cruz Missioneira foi trazida pelos Padres Jesuítas para as terras da América. Foi esculpida pelos índios em uma pedra de arenito. Hoje é o símbolo maior de toda a região Missioneira, existem outras cruzes do mesmo tipo que estão na Argentina, Paraguai e em outros países da América Latina e Caribe.

Museu das Missões
A estatuária missioneira, acervo do Museu das Missões, projetado por Lúcio Costa, também reflete a riqueza cultural da civilização que se desenvolve na região. O museu é hoje um marco contendo uma das mais ricas coleções públicas de imagens de rara beleza, recolhidas po João Hugo Machado em 1939 e 1940.

São quase 100 imagens, de tamanhos variados. A arte missioneira reflete a influência do barroco europeu da época e sua fusão com os traços indígenas.

Fonte Missioneira
A Fonte Missioneira, descoberta em 1982 e restaurada em 1983, esta localizada a 1 km do Sítio Arqueológico São Miguel Arcanjo.Além desta fonte existia outras que abasteciam a Redução.

Sacristia da Igreja da Redução de São Miguel Arcanjo
Restaurada em 1983 a antiga Sacristia da Igreja da Redução de São Miguel Arcanjo possui uma maquete da redução e um vídeo que através da informatização podemos visualizar e obtermos informações sobre o plano urbano adotado nas reduções.

Praça da Quinta
A Praça estava localizada em frente às igrejas, eram feitas as apresentações teatrais, conhecidas como autos sacros. Entre eles existe o texto do Drama de Adão, uma encenação tipo ópera, provavelmente cantada em guarani. Também existem registros da dança nas missões.

Antigo Colégio Jesuíta
As salas de aula não ultrapassavam de 20 alunos. O sistema usado era o de monitores. Quem tinha direito as aulas eram os filhos dos líderes, dos alcaides (que ocupavam cargos importantes). Só os meninos estudavam, as meninas aprendiam artes como bordar, costurar e tesselar.

Os jesuítas sempre traziam alguma obra literária clássica latina ou grega. As bibliotecas contavam com obras da literatura espanhola ou universal. Gêneros como romances, autos, dramas poesias, comédias, livros de história, foram encontrados nos catálogos das bibliotecas jesuíticas. A educação incluía também a formação técnica e artística para atender às diversas áreas de trabalho que se desenvolviam nos povoados.

Oficinas
Nas oficinas eram trabalhados a madeira, os metais o barro, o couro, o algodão e os pigmentos. Eram produzidos os intrumentos e utensílios utulizados nas construções e na vida cotidiana.

Quinta
Local da horta e do pomar onde eram introduzidas e adaptadas espécies vegetais trazidas da Europa e plantadas as espécies nativas com fins de domesticação. Isso era feito com a supervisão do jesuíta e também servia para iniciar os jovens índios ao ritmo do trabalho cristão, localizava-se atrás da igreja.

Casas dos Índios
As casas dos índios estavam localizadas ao redor da praça. Possuem alpendres e avarandados, eram cobertas de telhas de barro.

Cemitério
Era dividido em quatro alas separadas por caminhos que se cruzavam no seu centro. Os mortos eram divididos segundo o sexo e a idade de falecimento. Havia uma ala para os homens, outra para as mulheres, uma terceira para os meninos e a última para as meninas.

■ COMO CHEGAR

De Carro:
De Porto Alegre acessar à BR-386 e BR-285 até São Miguel, viagem de 499 Km. Também da Capital existe a BR-290, com 541 km.

De Ônibus:
A empresa Ouro e Prata possui ônibus diariamente de Porto Alegre para São Miguel das Missões e para Santo ângelo.

Viação Ouro e Prata
Site: www.viacaoouroeprata.com.br

De Avião:
A região das Missões dispõe de um aeroporto regional brasileiro, o Aeroporto Sepé Tiaraju, que está localizado no município de Santo Ângelo, no estado do Rio Grande do Sul. Situa-se no quilômetro 13 da RS-218, à 8 km do centro da cidade.

■ MAPA DA REGIÃO

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