Recife

Com quase 500 anos de história, Recife é uma cidade de muitos encantos. Historiadores contam que seu nome surgiu em conseqüência dos corais naturais chamados arrecifes, presentes em boa parte do litoral. O clima tropical o ano todo, convida a tomar uma água de coco bem gelada e a passear no calçadão da famosa praia da Boa Viagem. Estando a cerca de três metros abaixo do nível do mar, e entrecortada por pontes e rios, a capital do Estado de Pernambuco é também conhecida como a Veneza brasileira. As belezas naturais da cidade são indiscutíveis.

Recife é dona de um acervo cultural invejável, sendo muito rica em diversidade e efervescência. O visitante vai se deslumbrar ao apreciar os prédios históricos cheios de influência da colonização portuguesa e holandesa. Alegre e festiva, a cidade oferece um bom forró, dança típica pernambucana das festas juninas. E um Carnaval cheio de multiculturalidade com frevo, caboclinho e maracatu, entre outros ritmos que contagiam os foliões.

Recife tem uma culinária diversificada, que faz com que o município seja considerado o terceiro pólo gastronômico do País.

■ PONTOS TURÍSTICOS

Bairro do Recife
Zona portuária limitada pelo Rio Capibaribe e Oceano Atlântico. O atual bairro do Recife surgiu em decorrência do seu porto. Foram os holandeses que em 1631, decidiram que a sede da administração da Capitania seria no bairro do Recife. Fortificações foram sendo construídas, além de aterros para ampliação dessa área econômica e socialmente valorizada.

Com a saída dos holandeses, o Recife continuou a crescer, e com isso a especulação imobiliária. A Rua do Bom Jesus, prospera, ergue-se a Igreja do Pilar, a Igreja e o Convento da Madre de Deus. No século XVII, as funções portuárias aumentam e construem-se armazéns. Intensifica-se o comércio na Marquês de Olinda, Rua do Apolo com seu teatro, a Rua da Guia, a Estação Inicial da Estrada de Ferro do Recife ao Limoeiro chamada Estação do Brum, e o Forte do Brum. Esse importante bairro, marco inicial da história da cidade, contém diversas fases de evolução urbana recifense, apesar das inúmeras mutilações sofridas, mas ainda guarda monumentos e conjuntos de inestimável valor arquitetônico. O bairro passa por um grande processo de restauração estando nele localizado bares, casas noturnas e restaurantes de qualidade, sendo muito bem freqüentados pela população, tornando-se um polo de animação noturno.

Bairros de Santo Antônio e São José
O início da ocupação dos bairros de São José e Santo Antônio deu-se no começo do século XVII, quando os franciscanos começaram a levantar o Convento de Santo Antônio (1606). Como a ligação com o Bairro do Recife se fazia por pequenas embarcações, o desenvolvimento urbano foi lento. Com a ocupação holandesa, o bairro desenvolveu-se. A partir do século XVIII foram sendo feitos vários melhoramentos, sendo deste tempo o casario. Na década de 40, com o processo de urbanização, resultou na demolição de algumas igrejas e ruas, mas a área apresenta um acervo considerável de edificações antigas do século XVIII, XIX e do início do século XX, constituindo vários conjuntos, onde se observa, em grande parte, o traçado primitivo da trama urbana. Essa trama do sistema viário é caracterizada pelas ruas estreitas, becos e vielas tortuosas que se abrem, de vez em quando, em pátios. O bairro de Santo Antônio pouco possui do seu traçado primitivo, conserva alguns conjuntos homogêneos de edificações e vários monumentos isolados. Nesses dois bairros, estão localizados vinte e quatro edifícios de grande valor histórico/cultural, dos quais dezesseis são construções religiosas, quatro são exemplares da arquitetura civil, três são exemplares da arquitetura oficial e um da arquitetura militar.

Casario de Apipucos
As terras de Apipucos, que originalmente faziam parte do Engenho Monteiro, já estavam povoadas na segunda metade do século XVI. Conserva ainda sua igreja de Nossa Senhora das Dores, reconstruída e aumentada em 1887. As construções são oitocentistas, porque se pode ver através das casas altas, calçadas excessivamente fortes, sobre alicerces de pedras profundamente enterradas. O conjunto arquitetônico do sec. XIX tem ainda suas características originais preservadas. O casario vem da época em que Apipucos era procurado por famílias aristocratas do Recife para passar as festas e tomar banhos de rio. Destaque para o nº 2665, da rua Apipucos, antiga residência do ex-governador Cid Sampaio, um belo casarão. Imponente é residência nº117 denominada de “Mansão Martins Mesel”. Na mesma rua a casa nº 320 é o famoso “Solar dos Apipucos”, do sec. XIX, no centro de um parque arborizado que era a residência do sociólogo, antropólogo, escritor e jornalista, Gilberto Freire, autor do livro “Casa Grande e Senzala”. Possui portão e escada imponente e sombreada. A casa tem à frente estatuetas e ao lado lampiões, banco e painel de azulejos. O nº 92 é o Instituto de Documentação, pertencente a Fundação Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, localizado justamente na “Vila Anunciada”, casa que pertenceu a Delmiro Gouveia, comerciante e industrial de idéias avançadas. O casario situa-se próximo ao açude de Apipucos e da Várzea do Capibaribe, em meio as praças do Monteiro e Apipucos. As casas são utilizadas como residências, Instituto e Fundação.

Poço da Panela
O bairro do Poço da Panela é um bairro tradicional e pitoresco. Amplos casarões, casas e sobrados do século XIX, época em que era um dos melhores locais de veraneio da população do Recife, devido à proximidade do rio Capibaribe. Local onde ocorriam também entusiásticas festas cívicas e religiosas, junto à Igreja Barroca de Nossa Senhora da Saúde, com uma só torre. Ao lado da Igreja um monumento chama a atenção, é o monumento a José Mariano, um grande abolicionista pernambucano, casado com dona Olegarinha que juntos ajudavam na fuga de escravos. Ele localiza-se em frente a casa nº 626 pertencente a Dona Olegarinha, a “Mãe dos Pobres”. A estátua, em tamanho natural, representa um ex-escravo com grilhões rompidos e flores para o bravo lutador. Outra casa que chama atenção é a de nº 418 na Av. Real do Poço, onde reside Ariano Suassuna. O conjunto encontra-se bem conservado tendo em seu entorno árvores frondosas.

Rua da Aurora
Todo o trecho entre a rua da Aurora e a rua do Hospício era coberto de grandes mangues. Hoje, à margem esquerda do Rio Capibaribe, na rua da Aurora, localizam-se exemplares da arquitetura do séc. XIX, tendo suas primeiras casas surgido em 1807, junto ao aterro da Boa Vista, que hoje é a rua da Imperatriz. São edificações de dois a três pavimentos utilizados por instituições públicas e privadas, configurando um belo exemplo de conjunto de sobrados. Essas edificações são um testemunho de um estado sócio/cultural refletido na arquitetura. Destacam-se como exemplares de edifícios isolados o Ginásio Pernambucano, em estilo toscano, inaugurado em 1866 e a Assembléia Legislativa, com suas pilastras dórico-romanas, inaugurada em 1876. Sempre margeando o Capibaribe pode-se observar o casarão onde residiu o Conde da Boa Vista e que hoje funciona como a Secretaria de Segurança Pública.

Boa Viagem
Tem como principal atrativo a sua atraente e urbanizada orla, onde edifícios elegantes contracenam com um mar de águas mornas e tranqüilas, coqueiros, palhoças de coco verde e áreas de lazer. Apresenta a maior concentração de hotéis, restaurantes e bares do Recife, além de muitos outros equipamentos e serviços para melhor atender aos visitantes, a exemplo de agências de viagens, posto de informação turística, lojas de artesanato e shopping centers.

Galo da Madrugada
O Galo da Madrugada é um bloco carnavalesco que sai todo sábado de carnaval do bairro de São José, um dos bairros do centro da cidade do Recife.

Fundado oficialmente em 23 de janeiro de 1978, é considerado pelo Guinness Book – o livro dos recordes – o maior bloco de carnaval do mundo. Em 2006 o número de foliões que seguiu o bloco pelas ruas do centro de Recife foi maior que um milhão e meio de pessoas.

■ COMO CHEGAR

De Carro:
O principal acesso de carro a Recife é pela BR 101. De Maceió (AL), são 248 km até a capital de Pernambuco. O trajeto se inicia pela BR 104, prossegue por cerca de 40 km pela AL 205 e depois pela BR 101, passando pelos municípios de Xexéu, Joaquim Nabuco, Escada e Cabo de Santo Agostinho, até alcançar o perímetro urbano da capital. Outra opção desde o sul é pelas faixas litorâneas estaduais, pela PE 060, a partir da AL 101. No sentido leste-oeste, a principal rota de acesso para Recife é a BR 232.

De Ônibus:
Ônibus vindos de outras cidades fazem seu ponto final no TIP (Terminal Integrado de Passageiros), localizado no bairro do Curado, a cerca de 15Km do centro de Recife. O translado do TIP ao centro da cidade pode ser feito via Metrô (há uma estação integrada ao TIP), por táxis ou linhas urbanas de ônibus. Principais companhias de ônibus que operam para Recife: Itapemirim, São Geraldo.

De Avião:
O Aeroporto Internacional do Recife – Guararapes / Gilberto Freyre está localizado na Cidade do Recife, no bairro da Imbiribeira. Distante 11 km do centro da cidade 2 km da zona sul.

Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes Gilberto Freyre
Praça Ministro Salgado Filho, s/nº, Imbiribeira, Recife
Tel: (81) 3322-4188

■ MAPA DA REGIÃO

[mappress mapid=”22″]

Check Also

Igrejas Históricas de Paraty

Igreja de Nossa Senhora dos Remédios Em 1646, a piedosa senhora D. Maria Jácome de …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *