João Pessoa

Informações

João Pessoa é a terceira cidade mais antiga do Brasil, à cidade possui uma história de quatrocentos e dezessete anos, bem guardada nos seus monumentos e preservada no verde, que é uma de suas características mais fortes e que lhe rendeu o título de segunda cidade mais verde do mundo, atrás, apenas, de Paris.
O cuidado do pessoense com a vegetação pode ser observado em todas as paisagens. A cidade está cheia de árvores frutíferas, gramados e jardins. No Centro, se encontra a Lagoa do Parque Solon de Lucena, como um eixo de onde partem as principais avenidas. O mais conhecido cartão postal é cercado de palmeiras imperiais e de árvores frondosas.

A cidade, que nasceu no às margens do Rio Sanhauá, cresceu em direção ao mar. As belas praias também são uma marca de João Pessoa. Dona de um litoral privilegiado, a capital paraibana tem áreas ainda virgens, intocadas pela mão do homem.

Fica na Praia do Cabo Branco o ponto extremo oriental das Américas: a Ponta do Seixas – uma falésia de argila e muita vegetação preservada, um dos marcos geográficos mais importantes do país. Durante todo o ano, a temperatura, em torno de 29 graus, é um convite ao lazer e ao descanso nas águas sempre azuis de praias, como: Tambaú, Manaíra, Bessa, Cabo Branco e toda a Costa do Sol.

■ Praias
Praia de Tambaba
Praia naturista, com pisagem de falésias coloridas e vegetação típica preservada.

Praia do Jacaré
O Pôr do sol é um dos mais belos espetáculos da natureza, ao som do Bolero de Ravel nos piers dos bares à beira do rio.

■ Pontos Turísticos
Convento Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Em barroco romano. A Igreja possui uma única torre, com as características do estilo quinhentista. Data do século XVI (Aproximadamente 1592).

Nos idos de 1763, já tinha sido concluída uma restauração e conclusão de obras na igreja, por Frei Manuel de Santa Tereza. Muitos detalhes históricos sobre este conjunto se perderam, já que, com a invasão holandesa, houve perseguição aos Carmelitas, que enterraram seus documentos. A fachada do conventoé toda em pedra, assim como as talhas e os relevos dos altares.

A nave é ampla e majestosa, com motivo florais esculpidos em calcáreo. Veem-se ainda o escudo da Ordem do Monte Carmelo e um grande painel no Altar-Mor com as iniciais de N. Srª do Carmo.
O exterior apresenta linhas austeras, desenhos e arabescos barrocos. Os Carmelitas vieram à Paraíba a pedido de D. Henriques, cerca 1580, e construíram, também, a igreja anexa de Santa Tereza de Jesus.
Localização: Praça Dom Adauto, s/n – Centro.

Convento de Santo Antônio
O conjunto arquitetônico de São Francisco, formado pelo Convento de Santo Antônio e pela Igreja de São Francisco, situados na parte alta da cidade foi concluído em 1770 e é o maior destaque da nossa história.

A obra causa impacto pela sua grandiosidade e pela beleza do acabamento, que inclui talhas em madeira recobertas de ouro e ricas cantarias em pedra com motivos portugueses e orientais, influência da colonização portuguesa na China.

Mosteiro de São Bento
Construído em invocação de Nossa Senhora do Monte Serrat – faz parte de um conjunto maior, formado pelo mosteiro propriamente dito e pela igreja.
Este conjunto, de acordo com o Instituto Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba, constitui um dos monumentos mais importantes do País, no seu estilo e de sua época: apesar da sobriedade da arquitetura, é obra que impressiona pela harmonia e beleza de suas linhas.

Com a saída dos Jesuítas, e tendo em vista a necessidade de catequizar os índios, Feliciano Coelho pediu em 1599, ao Abade de Olinda, a vinda dos Beneditinos, a quem foi doado o terreno para a construção do mosteiro e demais prédios necessários. Foram erguidos aos poucos, a partir de Frei Damião, o religioso enviado de Olinda, num sítio que media mais de 30 braças. Com a perseguição dos holandeses, a obra esteve parada por muito tempo, sabendo-se que, em 1666, concluiu-se a primeira restauração do convento. Aí os missionários voltaram a lecionar suas aulas de religião e latim, “para grande alegria da população”.
Localização: Av. General Osório, s/n – Centro.

Jardim Botânico Benjamin Maranhão (Mata do Buraquinho)
João Pessoa tem um dos maiores remanescentes de mata atlântica em área urbana do Brasil, a Mata do Buraquinho, hoje Jardim Botânico.

Do alto, a reserva parece um imenso coração verde pulsando no meio da cidade. A mata, que tem uma área de 515 hectares, é cortada pelo rio Jaguaribe, parte importante da história do início abastecimento d’água de João Pessoa.

Jardim Botânico de João Pessoa poderá ser visitado de segunda a sexta, das 8:00 h às 11:30 h, e das 13:30 h às 17:00 h.

Fortaleza de Santa Catarina
“Parece ter sido construída com restos homéricos dos muros de Tróia” – exclamou sobre ela o historiador J. P. de Castro Pinto. Para o pesquisador Humberto Nóbrega, trata-se do “maior e mais respeitável monumento histórico da Paraíba”. É a única praça forte ainda de pé e nos ficou dos primórdios da colonização. Fundada em 1589, após a celebração da paz entre os colonizadores e o chefe índio Piragibi, a fortaleza inicialmente era de taipa e foi erguida pelo alemão Cristóvão Linz, a 18 Km do atual centro da cidade. Seu objetivo era obviamente defender a povoação dos ataques dos invasores. Foi arrasada várias vezes por indígenas e holandeses, caindo finalmente em mãos destes, quando passou a chamar-se Forte de Margareth (Margarida). O governo português mandou restaurá-la em 1654, mas, ao todo, ela foi reconstruída 5 vezes, não mais em taipa, mas em pedra.

Sempre manteve a tradição de principal ponto de resistência do paraibano à invasão estrangeira. No século XVI, não era o nosso único forte, pois havia ainda os hoje totalmente desaparecidos, como o Forte Velho (Que lhe ficava bem fronteiro), o Forte do Varadouro (Parte baixa da cidade), o Fortim de Acajutibiró (Baía da Traição), o Forte de Camaratuba, outro forte em Lucena, o baluarte da Ilha da Restinga, o Forte do Inhobim, as fortificações de Pitimbú etc. Durante o Império, a Fortaleza participou de todos os movimentos armados, enviando efetivos ou servindo de prisão, patíbulo e até local de execução de escravos. A República a encontrou já em ruínas e somente sofreu restauração entre 1974 e 1978.
É tombada pelo IPHAN desde 24 de maio de 1938.
Localização: Município de Cabedelo / PB.

Ecoturismo
Poucas são as capitais brasileiras a exibir tamanha quantidade de verde, como João Pessoa. Mesmo antes da preocupação ecológica que hoje domina o mundo, o pessoense já estava aprendendo a preservar a natureza e a plantar árvores. Isso tem transformado a cidade num vasto tapete verde.

Como se não bastassem suas ruas e bairros arborizados, João Pessoa possui, dentro da cidade, duas reservas de Mata Atlântica que funcionam como um verdadeiro pulmão, fornecendo o oxigênio necessário e impedindo o avanço da poluição.

A primeira delas fica no bairro central do Róger, o Parque Arruda Câmara, ou a “Bica”, como é popularmente conhecida. Um misto de jardim zoológico e reserva florestal, a Bica possui exemplares raros de nossa fauna e flora e animais exóticos de outros continentes. O bucolismo de sua paisagem a transforma num ponto de visitação obrigatória para turistas.
A outra reserva florestal é a Mata do Buraquinho, recentemente, transformada em jardim botânico, mais de quatrocentos hectares de mata virgem, cortada por riachos e fontes naturais, onde fica situado um dos maiores reservatórios de abastecimento da cidade.

A Mata do Buraquinho é um verdadeiro tesouro para João Pessoa, enriquecendo seu ar e mantendo sua temperatura em níveis agradáveis, mesmo no verão. A reserva é totalmente preservada e cercada para evitar sua depredação. Serve como local de estudo para pesquisadores que se preocupam com a preservação da qualidade do meio ambiente.

Como Chegar
De Carro:
Não disponível

De Ônibus:
Não disponível

De Avião:
Não disponível

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