Fernando de Noronha

O Arquipélago de Fernando de Noronha, sem dúvida é uma pequena joia do litoral Atlântico. O conjunto de 21 ilhas e ilhotas, sendo a ilha principal conhecida por Vila dos Remédios, a única urbanizada com 2.630 noronhenses. Aproximadamente 70% da ilha está protegido pelo Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. Na ilha o turismo é desenvolvido de forma sustentável e para não causar impactos ambientais, possui limite de visitação de 800 pessoas diárias na baixa temporada, sendo a maioria turistas e na alta temporada são mil. Em Fernando de Noronha cerca de 60 mil turistas visitam a ilha anualmente.

As ilhas são o lar da maior concentração de aves marinhas tropicais no oceano Atlântico e a Baía dos Golfinhos é o único lugar no mundo com uma população tão elevado de golfinhos residentes. Por tamanha importância ecológica, o Arquipélogo de Fernando de Noronha recebeu o título de Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO em 2001.

Com 21 ilhas, Fernando de Noronha ocupa uma área de 26 quilómetros quadrados. A ilha principal, com o mesmo nome, é a única habitada e a maior de todas – possui 17 quilómetros quadrados. Parte dela compõe o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, Área de Protecção Ambiental desde 1988 e Património da Humanidade desde 2001. O objectivo do parque é o de proteger a fauna, caracterizada principalmente pelo golfinho rotador e pelas aves migratórias. No que diz respeito à flora, sublinhe-se a existência de áreas de mangue, o que é raríssimo em ilhas oceânicas.

Possui cinco veredas que percorrem várias praias, já classificadas e que podem ser visitadas com autorização prévia do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. O turismo é desenvolvido de forma sustentável, criando a oportunidade do encontro equilibrado entre o Homem e a Natureza, através duma boa infra-estrutura capaz de receber o turista num dos mais importantes santuários ecológicos do mundo.

Fernando de Noronha é um local de mergulho de nível internacional, com lugares onde o visitante pode mergulhar observando os recifes de corais e diversas outras espécies marinhas. Fernando de Noronha possui boa estrutura voltada para o turismo, com diversas opções de restaurantes, bares e pousadas.

■ Melhor época para visitar Fernando de Noronha
Em Fernando de Noronha, a temperatura média é de 28 graus na terra e 26 graus no mar, tendo apenas duas estações: uma seca (de setembro à março) e outra chuvosa (de abril à agosto), sendo que o período de chuva é caracterizado por chuvas esporádicas, intercaladas por sol intenso.

■ PONTOS TURÍSTICOS

MERGULHO
O arquipélago é um dos melhores lugares do mundo para se fazer mergulho. As suas águas com visibilidade de 50 metros e uma temperatura média de 27º C abrigam peixes, raias, tubarões, tartarugas, moréias, barracudas, golfinhos, esponjas e algas, além das formações rochosas, dos recifes de corais e dos naufrágios. As empresas de mergulho instaladas na ilha fornecem o transporte e os equipamentos necessários.

PRAIAS
De um lado está o Brasil. Este é o “mar-de-dentro”, com 10 praias, duas baías desfrutáveis; uma especial, onde não se pode entrar: a Baía dos Golfinhos. Um mar tranqüilo a maior parte do ano, protegido dos ventos, permitindo o acesso de uma praia à outra, em passeios cheios de beleza e aventura.

Do outro, a África. É o “mar-de-fora”, com 4 praias, uma enseada, duas áreas de contemplação e um conjunto de piscinas nas rochas. Um mar agitado, acalmado um pouco em alguns pontos pelos arrecifes que retêm o mar entre as pedras. Esguichos, áreas enormes repletas de peixes coloridos, como imensos aquários, prontos para serem desfrutados.

Praia do Leão
Longínqua, situada além do Açude Xaréu, seu nome vem da enorme pedra que se assemelha vagamente a um leão-marinho deitado. Ao seu lado, outra formação rochosa – o Morro da Viuvinha. Incontáveis ninhos podem ser vistos nessas formações rochosas. Areias muito brancas, piscinas em pedras, esguichos, atalho de acesso ao mar. No alto, as evidências construtivas do Forte do Bom Jesus do Leão, com 13 canhões semi-enterrados. É a praia onde mais ocorre desova de tartarugas. É área de Parque, com controle rigoroso permanente. Nos períodos de desova, ninguém desce à praia após as 18h00.

Ponta das Caracas
Numa ponta rochosa, estão as encantadoras piscinas naturais, no meio das pedras, às quais se chega descendo pela escarpa. Adiante, o profundo mar azul. Nas piscinas, peixes coloridos, arraias e cações formam a atração dessa área, atualmente proibida para banho pelos perigos que a descida proporciona. É área do Parque Nacional, com controle permanente.

Baía Sueste
De mar calmo e ondas suaves, esta é uma região histórica, onde desembarcou, em 1629, a esquadra que pretendia retomar o Arquipélago das mãos dos holandeses. É um porto opcional para as épocas em que acontecem as ressacas no mar-de-dentro. Guardando a baía, à esquerda, estão as ruínas no Forte de São Joaquim do Sueste. Junto ao mar, o único mangue em ilha oceânica, uma raridade ecológica. Pela sua importância como porto alternativo, junto a esta baía vem terminar a BR 363, que parte do porto de Sto. Antônio, no lado contrário da ilha. É área do Parque Nacional, com controle permanente.

Praia de Atalaia
Sua paisagem lembra a origem vulcânica da ilha: pedras negras, arrecifes e o Morro do Frade, no meio do mar. Numa pequena faixa de terra, somente trinta pessoas podem permanecer, exigência permanentemente controlada pela IBAMA. Com os arrecifes descobertos, têm-se uma grande piscina, de intensa vida marinha. Na maré alta, formam-se os esguichos, que sobem a grandes alturas. No canto esquerdo da praia, as ruínas da Salina que aí funcionou no período da presença americana durante a guerra. É área do Parque Nacional, com controle permanente.

Enseada da Caeira
Região de piscinas em pedras, rodeada de dunas (uma outra raridade ecológica), é uma enseada íngreme, que exige cuidados no caminhar entre pedras. Grande número de pássaros sobrevoam a região. É área do Parque Nacional, com controle permanente e intensa vigilância.

Buraco da Raquel
Região contemplativa, tem seu nome tirado de uma enorme pedra à beira-mar, com grande cavidade, rodeada de piscinas rasas, cheias de peixes coloridos. A descida é proibida, pela suposição de que aí está um dos celeiros de vida marinha que merecem ser preservados. O nome “Raquel” é atribuído à filha excepcional de um dos comandantes militares que, em crise, ali costumava esconder-se.

Ponta da Air France
Localizada exatamente no ponto em que se encontram o mar-de-dentro e o mar-de-fora, esta é uma região histórica, onde se instalaram os franceses na década de 20, para prestar apoio à aviação. Não é área para banho; somente para a contemplação do mar e das ilhas secundárias, dentre as quais – a de São José – abriga a única fortificação localizada fora da ilha principal: o Forte de São José do Morro. Na edificação que resta das três que compunham a antiga base de apoio, está instalada a Associação de Artistas e Artesãos Noronhenses, no chamado “Espaço Cultural Air France”.

Baía e Porto de Santo Antônio
Ancoradouro natural, é usado como porto de descarga de embarcações, tendo sido construído um molhe de pedra para a atracação de navios de pequeno porte. Navios maiores ficam fundeados a cerca de 500m da praia, porque há uma embarcação grega – o navio Eleani Sthatathos – afundada no porto, que impede a atracação de grandes navios. Nas proximidades está o Forte de Sto. Antônio, bastante arruinado. É a primeira das fortificações da ilha principal e seu nome batizou toda a região. Também pode ser visto o que resta do primeiro molhe erguido durante a guerra, para descarregamento de canhões. Todas as embarcações de pesca e de turismo aí se abrigam.

Praia da Biboca
Não é uma área para banhos. Localizada abaixo da Fortaleza dos Remédios, é formada por pedras negras, que comprovam a origem vulcânica da ilha. Essa área compõe admiravelmente a paisagem vista do alto do Forte e permite caminhadas na maré seca, apesar das dificuldades que apresenta. Muitos vestígios de naufrágios costumam ser aí encontrados.

Praia do Cachorro
Situada logo abaixo da Fortaleza dos Remédios, esta praia possuía uma fonte com a cara de um cachorro, em bronze, vindo daí o seu nome. Uma bica de água doce é uma atração a mais nessa praia próxima à Vila. Há uma piscina em pedra (o “Buraco do Galego”) e as muralhas do Parque de Sant’Ana na parte alta. Esse forte foi o primeiro a ser desativado e transformado em Arsenal de Marinha no começo do século passado. Nas suas pedras os pescadores costumavam salgar o peixe, vindo daí o apelido de “Salgadeira”. Aí também está uma parte do Terminal Turístico, onde se localizam feirinhas típicas.

Praia do Meio
Pequena extensão intermediária entre a praias do Cachorro e da Conceição, é uma praia de águas mansas e piscinas em pedras, nos períodos de mar calmo, e agitada e proibida para banhos nos períodos de ressaca. No limite com a praia e a ilhota da Conceição está o “Pião”, uma pedra de grandes proporções, equilibrada em pedras menores, comprovando que não existem tremores de terra em Fernando de Noronha.

Praia da Conceição ou de Italcable
Situada no sopé do Morro do Pico, é uma praia de grandes proporções, bastante procurada pelo seu fácil acesso. O nome decorre da existência do Forte de Nª Sª da Conceição, do século XVIII, transformado em hospital no final do século passado. Em 1925, nessa praia se instalaram os italianos da ITALCABLE, para a ações de telegrafia submarina a cabo, vindo daí a sua segunda denominação: Italcable. A vila ocupada pelos italianos possuía três casas, quadra esportiva e grande área de lazer, hoje bastante alterada. Nas marés altas, esta praia é ótima para a prática do surfe. Na maré mansa a praia é calma, com grande extensão de areia para ser percorrida, emoldurada de coqueiros.

Praia do Boldró
Reservada no passado para os americanos, instalados nas suas proximidades com o Posto de Observação de Teleguiados, é hoje a praia mais próxima do Hotel Esmeralda, que funciona nessas mesmas instalações. Na maré alta, suas ondas são um convite ao surfe. Na maré seca, caminha-se sobre pedras e por longa extensão de areia. No alto da falésia, fica o Forte de São Pedro do Boldró, um excelente mirante e uma das fortificações do sistema implantado no século XVIII.

Praia do Americano
Pequena e deserta, é procurada exatamente pela sua privacidade. É assim chamada por estar incluída na área usada antigamente pelos americanos no Posto de Observação de Teleguiados, na vizinha Praia do Boldró. No período militar, esta praia também era reservada, sendo proibido seu uso por ilhéus.

Praia do Bode
Um caminho antigo, em pedras, leva a essa praia calma, com piscinas em pedras, onde uma pedra de grandes proporções (a Pedra do Bode) serve como mirante. Daí costumam partir incursões às praias vizinhas.

Praia da Quixabinha
Uma praia pequena, situada entre a Praia do Bode e a Cacimba do Padre, é sossegada na vazante e agitada na maré alta, sendo excelente para banhos.

Praia da Cacimba do Padre
Uma da maiores praias da ilha em extensão, esta tem, como atração maior, o Morro Dois Irmãos, duas elevações semelhantes, à beira d’água. O nome primitivo era Praia da Quixaba. A descoberta, em 1888, pelo capelão do presídio, de uma fonte de água potável fez com ela passasse a ser chamada dessa outra forma. Na parte alta, ficava a Vila da Quixaba, com a capela de Nª Sª da Conceição, um grande alojamento de presidiários de mau comportamento e 28 casas. Próximo à antiga Vila estão as evidências de uma das baterias da II Guerra Mundial.

Baía dos Porcos
Uma área de pequenas proporções, lindíssima, quase sem extensão de areia, é formada por pedras que são verdadeiras piscinas de peixes coloridos, limitadas pelo alto paredão de pedras pretas, tendo, em frente, o Morro dos Dois Irmãos. Na parte alta, está o Forte de São João Baptista dos Dois Irmãos, a última fortificação deste lado da ilha. O acesso à baía é difícil e feito por caminho entre pedras.

Baía do Sancho
Baía de águas límpidas e fundo de areia, é uma das poucas que permite a parada de embarcações para banho, sem causar danos aos corais. Isolada, limitada por uma falésia acentuada, mirante natural de onde se descortina a paisagem pode ser alcançada por três “caminhos”. Coberta de vegetação e repleta de ninhos de aves, essa baía situa-se na área do Parque e por isso possui fiscalização constante.

Baía dos Golfinhos ou Enseada do Carreiro de Pedra
A mais notória atração de Fernando de Noronha, essa baía é local de acasalamento e descanso dos golfinhos, sendo considerada “o maior aquário natural do mundo em animais dessa espécie”. O acesso à Baía é proibido, limitado por bóias e cordas. Chamados “marsuínos” em livros antigos e “tuninhas” entre os presos, os golfinhos rotadores podem também ser vistos do alto da Baía, no Mirante dos Golfinhos.

Ponta da Sapata
Não é uma região para banhos. Nessa ponta da ilha principal, está a vegetação nativa da ilha, não mexida por ser uma região íngreme e não habitada. Uma abertura, de lado a lado, na falésia, é chamada de “portão” e, de alguns ângulos, assemelha-se ao mapa do Brasil. É um dos lugares preferidos pelos mergulhadores.

■ COMO CHEGAR

De Carro:
A BR-363 é uma rodovia federal diagonal brasileira. Liga o Porto de Santo Antônio à Praia do Sueste, em Fernando de Noronha,com seus 7 km, sendo assim a segunda menor rodovia federal do Brasil

De Avião:
Os aeroportos de Recife e Natal, possuem vôos diários para o Aeroporto de Fernando de Noronha.

Aeroporto Internacional do Recife / Guararapes-Gilberto Freyre
End.: Praça Ministro Salgado Filho s/nº, Imbiribeira, Recife-PE
CEP: 51.210-902
PABX: (81) 3322-4188

Aeroporto Internacional Augusto Severo
End.: Rua Rio Xingu, s/n°, Emaús – Parnamirim, Natal-RN
CEP: 59.148-902
PABX: (84) 3087-1200

■ MAPA DA REGIÃO

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