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Informações
São Pedro da Aldeia recebe turistas de vários estados brasileiros como, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, norte e sul do pais, e também turistas estrangeiros. O turista é recebido com hospitalidade e simpatia pelo povo de São Pedro da Aldeia, tornando-a uma cidade extremamente acolhedora. Suas 22 praias são formadas pela Lagoa de Araruama que banha o município, formando com seus monumentos uma harmoniosa paisagem. Praias com águas tranqüilas, transparentes, rasas e com alto teor de salinidade, que permitem a prática de esportes náuticos como windsurfe, jet-ski, caiaques, esportes a vela, entre outros.
História & Cultura
A história de São Pedro da Aldeia, a ser apresentada com o rigor de exatidão, é necessário remontar aos primórdios da formação nacional e com isto, em certos momentos, percorrer os meandros em dados imprecisos ou ciladas de fatos controversos, entretanto o que se apresenta neste breve histórico é o que de mais próximo descreve a saga da terra Aldeense.
Assinando a carta régia de 06 de outubro de 1534, D. João III, retoma a Lei das Sesmarias de 1374, e determina o incentivo ao povoamento do Brasil na divisão de capitanias hereditárias.
Em 1537 o Papa Paulo III assina a Bula Veritas Ipsa, assegurando a “liberdade dos índios”, confirmando o propósito da igreja e da coroa Portuguesa num povoamento eficaz e uma relação sem agressividade com os nativos. Todavia, essas decisões não surtiram os resultados que se almejavam.
O ano de 1540 é o marco relevante que viria impor-se aos destinos de nossa terra, mais uma vez o Papa Paulo III intercede na história ao assinar no dia 27 de setembro a Bula Regimini Ecclesiae Militantis, dando vida oficial a Companhia de Jesus, fundada por Santo Ignácio de Loyola (1491 – 1556).
Fulcrado no regimento de 17 de dezembro de 1548 D. João III valendo-se da estrutura militarizante e unitária da Companhia de Jesus, centraliza a política colonial no governo geral, segue Tomé de Souza no comando de uma expedição de mil pessoas. Entre tantas, seis Jesuítas chefiados pelo Pe. Manoel da Nóbrega, o primeiro provincial do Brasil. Tomé de Souza, ao chegar em terra, funda em 29 de março de 1549, a real cidade de São Salvador, na capitania da Bahia de todos os santos.
No Rio de Janeiro, fundado no ano de 1565, em uma ação de guerra contra os invasores franceses apoiados na confederação dos tamoios, cuja base se encontrava no dito Cabo Frio, foi erguido o Colégio dos Padres Jesuítas em construção datada de 1573 a 1579.
Permanece em grande escala a exploração do pau-brasil pelos franceses junto com os aliados tamoios no litoral do Cabo-Frio. Dessa forma, medida extrema tomou o governador do Rio de Janeiro Antonio Salema, que em 25 de setembro de 1575 dizimou os tamoios das terras do precioso Cabo.
Os anos passam, morre o rei D. Sebastião (24 anos, solteiro) em 4 de agosto de 1578 na Batalha de Alcácer-Quibir (Marrocos) numa acendrada devoção em fundar um reino cristão na terra dos mouros (árabes). Nessa circunstância, Felipe II da Espanha reivindica ao Papa Gregório XII a coroa de Portugal por ser neto de D. Manoel, “o venturoso”, rei do descobrimento do Brasil, (sua mãe Dª Isabel era filha do rei português). O Papa concede, e assim está formada a união ibérica (reino de Espanha e Portugal unificados 1580 – 1640).
Os inimigos da coroa de Felipe II: Holandeses, Ingleses e Franceses investem em nosso litoral em busca do pau-brasil, de grande valia à “indústria” da época, sobretudo ao tingimento de vestes. Em 1615 já expulsos os Franceses e Holandeses do Cabo Frio, o governador do Rio de Janeiro Constantino de Meneláu empreende a investida de expulsão dos invasores Ingleses. No dia 13 de novembro estabelece um povoamento com a invocação de Santa Helena do Cabo Frio e se apodera da dita casa de pedra deixada pelos Franceses, guarnecendo-a com sete peças de artilharia em bronze, transformando-a na fortaleza de Santo Ignácio no morro do Arpoador.
1616 – por interferência de Constantino Meneláu é nomeado capitão mor do Cabo Frio, Estevam Gomes, proprietário de engenhos de açúcar no Rio de Janeiro. As conclusões de Martin de Sá, experiente conhecedor e responsável pela guarda do litoral sudeste do Brasil, impunham por precaução da defesa e integridade do território do dito Cabo Frio, a fundação de uma cidade e como apoio duas aldeias de índios – uma no rio de Macaé com índios da Aldeia de São Lourenço (Niterói), outra no rio Peruípe, baía formosa que banha a ponta dos Búzios, índios da Aldeia de São Barnabé (Porto das Caixas – Itaboraí) e em ambas Aldeias “para que os índios se conservem, religiosos da Companhia de Jesus”. Dessa forma, remete a coroa portuguesa (apesar do domínio espanhol Lisboa detinha a interdependência para assuntos da colônia) carta rogando as ordens régias às medidas de proteção ao Cabo Frio, segundo ele, seria vexatório chegar à Europa notícias de que uma fortaleza da coroa de Portugal tivesse sido apoderada por piratas ou corsários inimigos do Reino Ibérico. A coroa portuguesa expressa sua autorização, determinando o colégio da companhia de Jesus do Rio de Janeiro, a missão de implantar as aldeias de proteção ao dito Cabo Frio.
1616 – Pe. João Lobato, superior da Aldeia de São Barnabé (Porto das Caixas – Itaboraí), sendo indicado pelo Colégio do Rio de Janeiro, estudou os locais e definiu ser impraticável, por não haver nas duas Aldeias índios suficientes. Opinou pelas terras de Jucuruna / Jacuruna (São Pedro da Aldeia), e os matos da ponta do Búzios – vindo os índios da Aldeia de Reritiba (Anchieta) Espírito Santo.
1616 – Estevam Gomes funda então a cidade de N. Sª da Assunção do Cabo Frio, agora com o seu povoamento localizado no que se chama hoje o bairro da Passagem, transfere a fortaleza do morro do Arpoador para a extremidade mais ao sul da barra, iniciando a construção de um novo forte (concluído em 1620) denominado sob a invocação de São Mateus.
1617 – o reitor do colégio da Companhia de Jesus do Rio de Janeiro, Pe. Antonio de Matos requereu no dia 13 de maio de 1617 junto ao capitão mor de Cabo Frio, Estevam Gomes, a sesmaria para os índios se assentarem nas ditas aldeias de proteção ao forte São Mateus. A data do despacho do capitão se deu no derradeiro de maio (dia 31) - historicamente confundido mais tarde, em leitura do documento original como dezesseis (tornando-se então para os aldeenses, hoje em dia, a data em que se comemora a fundação da Aldeia). Em 5 de junho é oficializado o termo de posse aos Jesuítas e no dia dezesseis de junho o reitor Pe. Antonio de Matos recebe a carta de sesmaria.
São enviados ao Cabo Frio, 500 índios da Aldeia de Reritiba (ES) e a presença do Pe. João Lobato (superior da Aldeia de São Barnabé), ele funda a Aldeia de São Pedro do Cabo Frio (provavelmente no dia consagrado ao santo, primeiro dos Papas) em 29 de junho, com a terça parte das terras pertencendo a Companhia de Jesus e da mesma forma a seguir, a Aldeia da ponta dos Búzios, uma extensão de posse dos índios e Padres da Aldeia de São Pedro.
1619 – Chegada dos Padres André de Almeida (superior da Aldeia de Reritiba), Pero da Mota e João de Almeida. É muito provável que o estilo de construção da igreja da Missão de São Pedro, seja de responsabilidade do Pe. André, tendo em vista a sua semelhança com a igreja de N. Sª da Assunção da Aldeia de Reritiba, e talvez no ano de 1619 esteja o início de sua construção.
1630 – 1º de agosto, o Governador Martins Corrêa de Sá concede aos padres da Aldeia de São Pedro, uma outra sesmaria nos campos de Macaé para a costa e para as bandas meridionais alcançando Tabecus - rio Leripe ou Seripe (Rio das Ostras) por requerimento do padre Francisco Fernandes, então reitor do Colégio do Rio de Janeiro. A posse se deu em 20 de novembro, a fazenda de Macaé serviu para repouso de rebanhos, vindos do Cabo Frio e Campos dos Goitacases para em seguida serem despachados para o Rio de Janeiro por via marítima.
1648 – É concedida aos índios e padres da Aldeia de São Pedro uma outra sesmaria que viria abrigar a fazenda de Santo Ignácio dos Campos Novos (por já existir a fazenda dos Campos dos Goitacases). Ergue-se a igreja com a invocação ao fundador da Cia de Jesus e um pequeno cemitério. A dita fazenda tornou-se um entreposto de abastecimento de gado bovino, suíno, víveres, hortaliças, mandiocas e madeira para o colégio do Rio de Janeiro.
Com o passar do tempo, a Aldeia de São Pedro prosperou, tornando-se a maior e mais populosa de todas da Companhia de Jesus no Rio de Janeiro. Em 1759, graças a uma campanha feroz do Marquês de Pombal, ministro para assuntos do estrangeiro e da guerra do rei de Portugal D. José I, os jesuítas são expulsos dos domínios portugueses e suas possessões.
1759 – Em novembro deste ano, o desembargador João Cardoso de Azevedo realizou o seqüestro da Aldeia e aprisionou os três jesuítas que exerciam o sacerdócio e conversão dos gentios. O poder de doutrina e administração do povoado foi entregue aos padres capuchos da província da Conceição.
1795 – No dia 22 de dezembro, a Aldeia de São Pedro é elevada a categoria de freguesia e seu primeiro pároco Manoel de Almeida Barreto. Surge a migração dos brancos. Fato relevante ocorrido em fins de 1795, diz respeito a exploração do sal pelos habitantes desde a cidade do Cabo Frio até a extensão da Lagoa Araruama, contrariando a proibição do reino. A comercialização do sal era um privilégio da metrópole, ou seja, um monopólio régio. Em
1797 destaca-se a salina dos índios de São Pedro, “-- num lugar denominado Apicuz, formada em terra firme e beneficiada em termos, deu o sal tão puro como um cristal e nenhum grão se desperdiçou”.
1815 – 1819 - Viajantes historiadores percorrem a freguesia de São Pedro, dentre eles o príncipe Maximiliano de Wied-Neuvied, Auguste de Saint-Helaire - francês, Thedor Von Leithold e Ludwig Von Rango – prussianos.
1840 – Os brancos da Aldeia fundam a Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento, responsável pela construção do cemitério, agregado à quadra do partido da planta da igreja dos jesuítas, conhecido como o cemitério da Irmandade (1850 - 1890) e em seguida construiu a nova igreja, à frente da missioneira, concluída em
1887, hoje com a invocação do Sagrado Coração de Jesus.
1847 – Em 24 de abril o imperador D. Pedro II, visitou a cidade do Cabo Frio, tendo sido homenageado na Câmara Municipal, dentre os nove vereadores quatro eram da freguesia de São Pedro, foram eles: Joaquim Marques da Cruz (presidente interino), Pedro Luiz de Souza, Manoel José Gomes Pereira de Macedo e Antonio Francisco dos Santos. Em 26 de abril o imperador visitou a freguesia da Aldeia de São Pedro, sendo homenageado no almoço de recepção na residência do ilustre cidadão Manoel de Souza Teixeira.
1868 – No dia 10 de julho a freguesia foi visitada pelos príncipes imperiais Izabel e Gaston d’Orleans, respectivamente princesa Izabel e Conde d’Eu, foram hospedados na residência da família Feliciano Gonçalves Negreiros – “a casa dos azulejos” (única na Região dos Lagos a revelar em sua fachada a arte da azulejaria portuguesa de influência moura). Assinam no livro da Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento, como membros e augustos protetores. Registro exclusivo e oficial da visita de suas altezas.
1890 – A primeira emancipação da freguesia da Aldeia de São Pedro, se deu através do decreto nº 118 de 10 de setembro de 1890, assinado pelo governador Dr. Francisco Portella, com a denominação vila de Sapiatiba, desanexada do território de Cabo Frio.
1891 – Em 11 de dezembro houve a renúncia do governador Portella, assumindo por quase cinco meses como interventor do Estado do Rio de Janeiro o Contra-Almirante Carlos Balthazar da Silveira e como um dos seus primeiros atos, revogou a emancipação de vários municípios criados após 15 de novembro de 1889, no governo do Dr. Portella através do dec. nº 01 de 08 de maio de 1892, entre eles o município de Sapiatiba. Concluído o período de interventoria do C.A. Carlos Balthazar da Silveira, é eleito Dr. José Tomás da Porciúncula, médico e político Petropolitano que através do dec. nº 35 de 17 de novembro de 1892, restaura a autonomia do município, agora com nome de São Pedro da Aldeia. No dia 22 de janeiro de 1893 ocorreram as eleições para vereadores gerais, vereador distrital e juiz de paz. E’ m 01 de fevereiro de 1893, houve a sessão preparatória para verificação de poderes dos eleitos. Em 04 de fevereiro de 1893 é instalado o município em sessão solene no prédio da Câmara Municipal, com a posse dos eleitos, presentes - Vereadores gerais: Antônio Homem Cardozo Motta, Antônio José Martins, Affonso Machado Teixeira de Souza, Eugênio Rodrigues Vieira e João José dos Santos Jotta, faltando os vereadores gerais José Alves Vieira Bittencourt e Felipe Lopes Pinheiro. Ocupou a cadeira da presidência o vereador Cardozo Motta. Ocorrendo em seguida a posse do vereador districtal – Francisco José dos Santos e para Juiz de Paz capitão José Antônio da Costa
1929 – Em 27 de dezembro com a lei Estadual nº 2235 é adquirida a categoria de foros de cidade, em 14 de outubro de 1957 foi criada a comarca.
1956 – O decreto da Presidência da República nº 39411 de 15 de junho de 1956, assinado por Juscelino Kubitschek de Oliveira, desapropriando área de terra onde seria implantado o Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval, foi mais tarde complementado pelo dec. nº 43.923 de 23 de junho de 1958, ampliando a área do complexo da Marinha de Guerra do Brasil. Posteriormente a Presidência da República representada pelo marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, através do dec. presidencial nº 58.378 de 10 de maio de 1966, fez criar a Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia – BAeNSPA.
Concebida em 1617 sob a égide da nobre missão de defender a integridade do território nacional e lutar contra os corsários inimigos que invadiam o litoral pátrio, tentando subtrair as nossas riquezas; a terra da Aldeia da missão de São Pedro do Cabo Frio alcandorada pelos jesuítas, ainda nos dias de hoje cumpre honrosamente o posto de guardiã do território nacional, abrigando a única Base Aérea Naval e o comando da Força Aeronaval das unidades da Marinha de Guerra do Brasil. Assim, hoje como no passado, ostenta São Pedro da Aldeia o orgulho de ser tão brasileira.
Clima & Geografia
Não disponível
Como Chegar
De Carro
Saindo da Ponte Rio-Niterói, seguir pela rodovia Niterói-Manilha (BR-101) e entrar na rodovia Rio Bonito-São Pedro da Aldeia (RJ-124) – Via Lagos;
Saindo da Ponte Rio-Niterói, entrar na Alameda São Boaventura e seguir pela rodovia Amaral Peixoto (RJ-106) até São Pedro da Aldeia;
De Ônibus
A cidade é servida por ônibus da Auto Viação 1001, com freqüência diária para o Rio de Janeiro, das 5h às 22h, a cada 30 minutos; e pela Viação Macaense, além de contar com ligação para Teresópolis, Petrópolis, Campos e Itaperuna.
Onde Ficar Não disponível
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