|
|
 |
São Paulo destaca-se mais como uma cidade marcada pelo turismo de negócios que pelo turismo recreativo. Grandes redes de hotéis cujo público-alvo é o corporativo estão instaladas na cidade e muitas as que possuem outras filiais espalhadas pela cidade. O turismo paulistano gera, por ano, cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos.
Toda a infra-estrutura para eventos da cidade faz com que ela seja sede de 120 das 160 principais feiras do país (SP Turis). Dentre as principais, estão o Salão do Automóvel de São Paulo, a Couromoda e a Francal, entre outras.
A cidade ainda promove uma das mais importantes semanas de moda do Mundo, a São Paulo Fashion Week.
O turismo cultural também possui grande importância para a cidade, especialmente quando se têm em vista os vários eventos internacionais que ocorrem na cidade (como a Bienal de Artes de São Paulo e os vários shows de celebridades estrangeiras, quando se apresentam no Brasil, escolhem poucas metrópoles).
A cultura da cidade de São Paulo foi largamente influencidada pelos diversos grupos de imigrantes que ali se estabeleceram, principalmente italianos.
São Paulo é considerada pólo cultural no Brasil, tendo se consolidado como local de origem de toda uma série de movimentos artísticos e estéticos ao longo da história do século XX. Apesar de rivalizar com o Rio de Janeiro o status de sede das principais instituições culturais do país, é nesta cidade que existe o maior mercado para a cultura.
São Paulo possui uma ampla rede de teatros, casas de show e espetáculo, bares, instituições de ensino, museus e galerias de arte e não raro tais instituições empregam superlativos em suas descrições (sedia, por exemplo, a maior universidade pública do país - a Universidade de São Paulo, a maior universidade privada - a Universidade Paulista - e a maior casa de espetáculos do país, o Credicard Hall).
Pontos Turísticos
Museu de Arte Sacra e Mosteiro da Luz
O Mosteiro da Luz foi fundado e construído em 1774 por frei Antônio de Sant`Anna Galvão, mais conhecido como Frei Galvão, que será canonizado pelo Papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil em maio, passando a ser o primeiro santo nascido no País.
Considerada a mais importante construção arquitetônica colonial do século XVIII em São Paulo, sua importância é tanta que já foi declarado “Patrimônio Cultural da Humanidade” pela Unesco.
Atualmente o Museu de Arte Sacra de São Paulo, onde fica um dos mais representativos acervos do patrimônio sacro brasileiro. Foi Dom Duarte Leopoldo, o primeiro arcebispo de São Paulo, que, no início do século XX reuniu e organizou as obras que mais tarde deram origem ao museu. Possui cerca de 800 peças em exposição.
Endereço:
Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Missas: Segunda a sexta-feira, às 7h. Sábado, às 8h e às 14h, e domingo, às 8h, às 10h30 e às 16h.
Tel.: (11) 3326-1373 / 3326-5393 / 3326-3336
Planetário do Ibirapuera
Inaugurado em janeiro de 1957 e depois de sete anos e uma grande reforma, o Planetário do Ibirapuera volta a funcionar. Tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) e pelo Conselho Municipal de Tombamento e Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).
Endereço:
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Parque do Ibirapuera (próximo Auditório)
Site: www.prefeitura.sp.gov.br
Vale do Anhangabaú
Quem mora ou passeia pela cidade não pode deixar de conhecer o Vale do Anhangabaú. Além de ter muito a contar sobre a história paulistana, o lugar é com certeza um dos mais belos cartões postais de São Paulo.
Localizado no centro, entre os Viadutos do Chá e Santa Ifigênia, o Vale reúne o prédio da Prefeitura de São Paulo, o Teatro Municipal, a Escola Municipal de Balé, o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e um campus universitário. É também rodeado por grandes edifícios.
O centro é lugar de grande agitação que cresceu tanto quanto a cidade. Preocupada com a revitalização da área, na década de 80, a Prefeitura de São Paulo organizou um concurso que resultou no novo visual do Vale. Jardins, esculturas e três chafarizes compõem o quadro charmoso do local.
Endereço:
Vale do Anhangabaú – Centro
Metrô Anhangabaú e/ou metrô São Bento
Museu da Casa Brasileira
Em um dos pólos empresariais da cidade de São Paulo fica o único museu do país especializado em design e arquitetura, o Museu da Casa Brasileira. Ao passear pela metrópole entre o cruzamento das avenidas Faria Lima e Cidade Jardim, é possível avistar a mansão da década de 40 que foi construída para abrigar a residência de Fábio da Silva Prado, prefeito da cidade na época.
Criado em 1970 com a denominação de Museu do Mobiliário Artístico e Histórico Brasileiro, recebeu o nome atual em 1971 por sugestão de Sérgio Buarque de Holanda. O projeto arquitetônico de Wladimir Alves de Souza abriga hoje um acervo permanente que além de móveis dos séculos 17, 18, 19 e 20, possui também objetos em cobre e esculturas em bronze. O acervo é apresentado na exposição “O móvel da Casa Brasileira”.
Além do amplo jardim com mais de seis mil m², que permite momentos de reflexão e calma, o visitante também encontra o simpático restaurante Quinta do Museu, que oferece uma seleção de pratos da culinária brasileira e internacional. A instituição ficou mais conhecida com a iniciativa de promover o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira em 1986, já em sua 20ª edição.
Endereço:
Museu da Casa Brasileira: Av. Faria Lima, 2705 – Jd. Paulistano/SP.
Tel.: 11 3032-3727
Site: www.mcb.sp.gov.br
Praça da República
A Praça da República é um dos mais tradicionais pontos de São Paulo. Localizada no centro da cidade, a praça é visitada diariamente por pessoas do mais diversos estilos que aproveitam para conhecer o famoso local que guarda um pouco da história da metrópole.
Construída a partir do modelo de urbanização européia, a praça, que faz um elo entre o centro velho e o centro novo, foi escolhida em 1894 como o endereço da Escola Normal Caetano de Campos. O belo edifício planejado por Ramos Azevedo é atualmente a sede da Secretaria Estadual da Educação.
Mas o que torna essa parte do centro ainda mais conhecida é sua Feira de Arte e Artesanato. Maior e mais antiga, a “superlativa” feira da República abriga mais de 600 barracas e comercializa principalmente artesanato vindo dos estados do Norte e Nordeste, além de países vizinhos, como o Peru. Colares, brincos, objetos para casa e tantos outros artigos que mostram a cara e a cultura do Brasil e encantam turistas de todos os lugares que vêm curtir a criatividade dos artesãos.
Também atrai os visitantes os quitutes da área gastronômica que não perde em diversidade e deixa qualquer um com água na boca.
Endereço:
Praça da Republica
Centro - Mêtro República
Feira de arte e artesanato aos sábado e domingos, das 9h às 17h.
Edifício Itália
O Edificio Itália, considerado o segundo maior da cidade, foi inaugurado em 1965 na cidade de São Paulo. Com 165 metros de altura, sendo 150 m a partir do chão, tornou-se um importante ponto turístico da capital. O prédio conta com 19 elevadores, 6 mil metros quadrados de vidro e tem capacidade para 10 mil pessoas.
O Itália se tornou um marco da cidade, não só pelo tamanho, mas também pelo famoso e tradicional restaurante, o Terraço Itália. Situado em sua cobertura, o restaurante permite uma vista de 360 graus da cidade de São Paulo e oferece uma das cartas mais completas de vinho da cidade.
Distribuídos entre os 46 andares do edifico, encontra-se também um teatro, uma galeria no térreo e o antigo clube Circolo Italiano, que hoje ocupa três andares. Projetado pelos arquitetos Franz Heep, Gio Ponti e Gregori Warchavchik, a idealização do edifício ficou a cargo da colônia italiana em São Paulo, cuja sede já situava-se no terreno onde fora construído um dos maiores exemplos de arquitetura vertical do País.
Endereço:
Edifício Itália: Av. Ipiranga, 344 – Centro/SP
Tel.: 11 2189-2929
Edifício Copan
O edifício Copan, localizado no centro da cidade, completou neste 25 de maio 40 anos de inauguração. Símbolo da arquitetura moderna brasileira, o projeto da obra foi concebido pelo líder do movimento, o arquiteto Oscar Niemeyer, em 1954, na ocasião do IV Centenário de São Paulo. Encomendado pela Companhia Pan-Americana de Hotéis e Turismo, o objetivo principal era construir um grande centro urbanístico no modelo do Rockfeller Center. No entanto, a obra só foi iniciada em 1957, depois de várias alterações no plano original. O fato de São Paulo apresentar um enorme potencial imobiliário e turístico foi um dos principais motivos para o desenvolvimento do projeto, finalizado em 1966, por Carlos Leme.
O prédio tem a maior estrutura de concreto armado do país, com 115 metros de altura, repartidos em 32 andares e 120 mil metros quadrados de área construída. É dividido em 6 blocos, com um total de 1.160 apartamentos de dimensões variadas, numa estimativa de 5 mil residentes e mais 70 estabelecimentos comerciais. Os Correios decidiram designar para o condomínio do edifício um CEP especial, 01066-900.
Sua arquitetura em forma de “S” está sempre evidente no horizonte de quem passa pelas principais vias da cidade.
Endereço:
Avenida Ipiranga, 200 – Bloco S – Sobre Loja
Centro – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3259-5917
Site: www.copansp.com.br
Parque do Ibirapuera
Previsto para ficar pronto no dia 25 de janeiro de 1954, no aniversário de 400 anos de fundação da cidade de São Paulo, o Parque do Ibirapuera só foi inaugurado no dia 21 de agosto do mesmo ano. O projeto teve a participação do renomado arquiteto Oscar Niemeyer em parceria com o famoso paisagista Roberto Burle Marx. Por ocasião da inauguração, a Comissão Executiva do IV Centenário era presidida pelo poeta Guilherme de Almeida.
Hoje quem passeia por lá pode escolher entre suas diversas atrações, como: o Museu de Arte Moderna (MAM), o Pavilhão da Bienal, a Oca, o Pavilhão Japonês, o Planetário e o Viveiro. Além disso, há várias áreas para atividade física, ciclovia, 13 quadras e playgrounds. E a entrada de cães é permitida.
O Pavilhão da Bienal é um espaço que sedia alguns dos acontecimentos mais importantes de São Paulo. O primeiro grande evento que abre o calendário anual da capital paulista acontece lá. É o São Paulo Fashion Week, que reúne os nomes mais quentes da atual moda brasileira e traz para a cidade uma verdadeira constelação de modelos. O SPFW acontece duas vezes por ano – em janeiro (moda inverno) e em julho (moda verão) – e está incluído no calendário oficial e mundial de moda. Também no espaço da Bienal alternam-se ano pós ano outros dois eventos de peso: nos anos pares, a Bienal de Artes, e nos ímpares, a de Arquitetura. Ainda no Pavilhão da Bienal acontecem as maiores feiras e congressos, como a Adventure Sports Fair, a maior feira de esportes e turismo da América Latina, que no ano de 2005 recebeu mais de 64 mil pessoas.
Já a Oca, cujo formato faz jus ao nome, é famosa pelas grandes exposições que sedia, como "Picasso na Oca", a maior retrospectiva já realizada sobre o pintor espanhol na América Latina, “Corpos Pintados” e “Dinos na Oca”, que conta com mais de 400 peças em 10 mil metros de exposição.
O Pavilhão Japonês é um espaço destinado a difusão da cultura do Japão e sua comunidade residente no Brasil. Abriga obras de arte, carpas coloridas e um imenso jardim japonês.
O Museu da Arte Moderna foi fundado em 1948 por Francisco Matarazzo. O MAM inscreve-se na história cultural da América Latina como um dos primeiros museus de arte moderna do continente. Sua missão é colecionar, estudar e difundir a arte moderna e contemporânea brasileira, tornando-a acessível ao maior número de pessoas possível. O acervo do museu possui cerca de 4.000 obras de arte contemporânea brasileira, entre elas, pinturas, esculturas, gravuras entre outras.
O Viveiro Manequinho Lopes consiste num local para lazer diferenciado aos visitantes do Parque. Anualmente, suas mudas e arbustos são utilizados pela administração pública em jardins e arborização de ruas e avenidas. Além de produzir e manter as mudas, executa serviços externos para jardins e canteiros da cidade de São Paulo. No viveiro, os visitantes podem encontrar Pau-brasil, Ipê, Tipuana entre outras espécies.
Atualmente, o Parque do Ibirapuera é o mais freqüentado de São Paulo e tem o maior número de atrações. Fica aberto diariamente das 5h da manhã até a meia-noite. Recebe cerca de 20 mil visitantes de segunda à sexta, aos sábados 70 mil e aos domingos, o público recorde é de 130 mil.
Museu da Lingua Portuguesa
Para mostrar a história e a dinâmica do nosso idioma, o novo Museu da Língua Portuguesa, que acaba de ser inaugurado na Estação da Luz, aparece com um estilo totalmente high-tech e apresenta um super passeio virtual.
O roteiro da visita é feito de cima para baixo. No terceiro andar, há um vídeo sobre o surgimento dos idiomas e a Praça da Língua, com textos e sons que introduzem o tema. Em um jogo high-tech no segundo andar, o público manipula virtualmente sufixos e prefixos. O primeiro andar possui um espaço para mostras temporárias e quem abre é Bia Lessa, que homenageia os 50 anos de "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa. São sete formas de seguir a exposição, cada uma do ponto de vista de um personagem da obra do autor.
Ainda no primeiro andar, o turista verá uma parede com um mapa gigante da região e, à esquerda, terá uma surpresa quem olhar por um de seus telescópios incrustados.
Além dessas atrações, o museu conta ainda com o espaço Árvore da Palavra, Palavras Cruzadas, Beco das Palavras e mais um auditório e uma galeria.
Endereço:
Estação da Luz: Praça da Luz - sem número - Centro/SP.
Tel.: 11 3326-0775
Site: www.estacaodaluz.org.br
De terça a domingo. Das 10h às 18h. R$ 4.
Teatro Municipal
Aberto ao público no dia 12 de setembro de 1911, o Teatro Municipal de São Paulo começou a ser construído oito anos antes, em 1903. Projetado por Cláudio Rossi e desenhado por Domiziano Rossi, o Municipal foi inaugurado pela ópera de Hamelet, de Ambroise Thomas, para uma multidão de 20 mil pessoas que se amontoavam na Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo. Com isso, a cidade começava a se integrar ao roteiro internacional dos grandes espetáculos.
O Teatro Municipal foi idealizado nos moldes dos melhores teatros do mundo para atender a ópera – a primeira forma artística e de lazer típica da burguesia – e em virtude do grande número de italianos que viviam em São Paulo. Desde de sua inauguração, duas grandes restaurações marcaram as mudanças e renovações do Teatro: a primeira aconteceu em 1951 com o arquiteto Tito Raucht, que foi responsável pelos pavimentos para ampliação dos camarins, e redução dos camarotes; já o segundo restauro, ocorreu de 1986 a 1991, comandado pelo Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura, restaurando o prédio e implementando estruturas e equipamentos mais modernos.
Endereço:
Praça Ramos de Azevedo, Centro/SP
Telefone: 3222-8698
Site: www.prefeitura.sp.gov.br/theatromunicipal
Planetário do Carmo
Iniciado em 2002, o planetário passou por quatro gestões antes de sua inauguração e custou R$ 11 milhões, patrocinados pela Telefônica. O projetor principal, o alemão Universarium Zeiss VII, adquirido em 1996, não foi colocado em uso. Agora ele passou por uma atualização e reforma e foi instalado por técnicos alemães em julho deste ano. Os preparativos finais incluíram 74 projetores periféricos e treinamento de planetaristas, profissionais que serão os responsáveis pela operação do projetor principal, que fica no centro da cúpula de 20 metros de diâmetro. O aparelho é composto por 32 lentes grandes, responsáveis pela projeção de estrelas e outras menores que mostram planetas e constelações. Com altíssima tecnologia não existe similar na América do Sul. Somente a Europa e Nova Iorque têm o privilégio de desfrutar esse espetáculo único, que faz os visitantes realmente se sentirem mais perto do céu.
A sala conta com 274 lugares, com cadeiras de diferentes inclinações, o que permite uma boa visão da cúpula a qualquer um. Futuramente os visitantes poderão observar o céu do lado de fora, mas isso depende da instalação de dois telescópios na parte externa, onde as pessoas, acompanhadas por astrônomos, poderão fazer observações noturnas.
Endereço:
Rua John Speers, 137
Segunda a sexta das 10 às 17h.
Telefone: (11) 6522-8555 / (11) 6521-1144
Entrada gratuita.
Vila Madalena
A Vila Madalena é onde a boemia é tão variada como por suas ruas de nomes tão esquisitos quanto Aspicuelta (era um padre espanhol, do século XVI), Girassol (a flor) e Purpurina (o enfeite), funcionam bares para todos os gostos: há botecos “clássicos”, com azulejos na parede, chope gelado e caldinho de feijão, como o Filial; há os que reúnem jornalistas e aficionados por futebol, como o São Cristóvão; e para o público GLS (gays, lésbicas e simpatizantes), o Farol da Vila são excelentes roteiros.
Quem não dispensa a música ao vivo tem várias opções, de samba a shows de futuros astros da MPB. Até o padre Aspicuelta tomaria um vinhozinho depois da missa em alguns dos bares da “sua” rua, como o Posto 6 (que homenageia o Rio), o Zé Menino (que homenageia Santos) ou o Salve Jorge, que dá descontos para clientes chamados Jorge. A busca por um chope gelado como se deve pode levá-lo também ao vizinho bairro da Lapa, onde a boemia começa a dar movimento às ruas calmas.
Lembre-se, a região é reduto de intelectuais. Portanto, há sempre boas pedidas para se comprar livros, como a Livraria Lima Barreto, que também serve ótimos crepes. Bem no meio dos botecos fica a Livraria da Vila, que vale um longo passeio. Escolha alguns títulos e vá curtir um ótimo café, no fundo da loja. É de não ver o tempo passar.
A Vila tem ótimos brechós, recheados de preciosidades, espalhados pelas ruas. Em Pinheiros, a Rua Teodoro Sampaio, na parte entre a Avenida Henrique Schaumann e o Hospital das Clínicas é ponto de venda e troca de instrumentos musicais. Da Henrique Schaumman para baixo, a rua concentra lojas de móveis novos, muitos feitos sob encomenda. Se preferir investir em móveis antigos, vá à paralela Cardeal Arcoverde e divirta-se.
Outro endereço fundamental para compradores é a Praça Benedito Calixto. Aos sábados rola uma das feiras mais famosas e charmosas de São Paulo, a “feirinha da Benedito”. Tem de tudo: antigüidades, raridades, coleções etc. Aproveite e almoce (ou petisque): por ali há diversos bares e restaurantes – como o ótimo Consulado Mineiro, que vale a longa espera, regada a uma ótima caipirinha. No meio da praça, uma roda de choro anima a turma.
Estação da Luz
Aberta ao público em 1º de março de 1901, a Estação da Luz ocupa uma área de 7.500 metros quadrados do Jardim da Luz, onde se encontram as estruturas trazidas da Inglaterra que copiam o Big Ben e a abadia de Westminter. Não houve inauguração, já que o tráfego foi sendo deslocado aos poucos, mas não demorou muito para a que o novo marco da cidade fosse considerado como sala de visita de São Paulo. Todas as personalidades ilustres que tinham a capital como destino eram obrigadas a desembarcar lá. Empresários, intelectuais, políticos, diplomatas e reis foram recepcionados em seu saguão e por lá passavam ao se despedir.
A Estação tornou-se a porta de entrada da cidade também para os imigrantes, promovendo a pequena vila de tropeiros a uma importante metrópole. Esta importância, concedida à São Paulo Railway Station, como era oficialmente conhecida, durou até o fim da Segunda Guerra Mundial. Após este período, o transporte ferroviário foi sendo substituído por aviões, ônibus e carros, muito mais rápidos que os trens.
Em 1946, o prédio da Luz foi parcialmente destruído por um incêndio. A reconstrução foi bancada pelo governo e se estendeu até 1951, quando foi reinaugurada.
Catedral da Sé
Em 1913, deu-se início à construção da Catedral como é hoje, elaborada pelo alemão Maximilian Emil Hehl, professor de Arquitetura da Escola Politécnica. O templo foi inaugurado em 25 de janeiro de1954, na comemoração do 4º Centenário da cidade de São Paulo, ainda sem as duas torres principais.
A primeira versão da Igreja foi instalada ali em 1591, quando o cacique Tibiriçá escolheu o terreno onde seria o primeiro templo da cidade construído em taipa de pilão (parede feita de barro e palha socados estruturados em toras).
Em 1745, a "velha Sé", como era chamada, foi elevada à categoria de Catedral. Por isso, neste mesmo ano, inicia-se a edificação da segunda matriz da Sé no mesmo local da anterior. Ao lado dela, em meados do século XIII levanta-se a Igreja de São Pedro da Pedra. Em 1911, os dois templos foram demolidos para dar espaço ao alargamento da Praça da Sé e, finalmente, à versão atual da Catedral.
O monumento também teve a sua importância na vida política recente do país. Em tempos de despotismo militar, assumiu o arcebispado D. Agnelo Rossi (1964-1970), inaugurando a fase da teologia da libertação e da opção preferencial pelos pobres. Desde 1970, sobressaiu-se a figura do cardeal arcebispo D. Paulo Evaristo Arns, que dedicou todo o seu tempo e o seu esforço ao combate à ditadura militar, denunciando os crimes, as torturas e cedendo a Sé catedral para as manifestações políticas e ecumênicas pelos desaparecidos políticos e pela anistia. Mobilizou-se por ocasião dos assassinatos do jornalista Vladimir Herzog e do operário Manuel Fiel Filho.
Um dos cinco maiores templos góticos do mundo, a catedral foi reaberta em 2002, depois de três anos de reformas e voltou a ter missas diárias.Além disso, agora há visitas monitoradas aos domingos, das 12h às 13h.
Endereço:
Praça da Sé, s/n - Metro Sé
Telefone: (11) 3107-6832
Horários: Durante a semana aberto das 8h às 17h
Missa: 12h
Domingo aberto das 8h as 18h30
Missas: 9h – 11h - 17h
Mercado Municipal
Por iniciativa do então prefeito José Pires do Rio, começou a ser construído em 1928, um importante edifício no estilo neoclássico de mais de 22 mil metros quadrados, requintado acabamento e coleção de belos vitrais , que demorou quatro anos para ser concluído e custou dez mil contos de réis. Esse edifício, era o Mercado Municipal de São Paulo.
Nessa época, o Mercado não tinha perspectivas de sucesso, devido a falta de meios de transporte na região. Nessa época, surgiram os bondes "cara-de-pau", exclusivo dos comerciantes e suas mercadorias, bem como o "Trenzinho da Cantareira", uma composição que fazia o abastecimento do Mercado diretamente no seu interno.
Hoje, o Mercado é uma referência nacional pela diversidade de aromas, cores e sabores como os da frutas, verduras, legumes, vinhos, queijos, chocolates, carnes, peixes, frutos do mar, aves, embutidos, temperos, condimentos, e uma quantidade de produtos encontrados nos empórios, proporcionando ao cliente além de toda essa variedade, a oportunidade de provar os produtos e desfrutar do ambiente carregado de História que o prédio oferece, pois antes de ser um mercado, propriamente dito, o complexo serviu, entre 1927 e 1933 como quartel para Revolução de 32. Além disso, a arquitetura do prédio, concebida pelo conceituado escritório de Francisco de Paula Ramos de Azevedo , é estudada por universitários e pesquisadores.
Endereço:
Rua da Cantareira, 306, tel. 3228-0673
Site: www.mercadomunicipal.com.br
Próximo à Rua 25 de Março e ao Metrô São Be
Horário: de segunda a sábado, das 7h às 18h. Domingos, das 7h às 13h
Avenida Paulista
A famosa Avenida Paulista se tornou ícone máximo dos paulistanos. Como um dos pontos turísticos mais característicos da cidade, sua grandiosidade diferencia São Paulo das outras cidades do Brasil e do mundo.
Difícil é imaginar que a região, em meados de 1782, era apenas uma grande floresta, chamada pelos índios de Caaguaçu (em tupi “mato grande”). Era ali, atravessando o sítio do Capão, que a estrada da Real Grandeza cortava a vegetação grossa por uma pequena trilha. Quando o engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio Borges, juntamente com dois sócios, compraram a área, começaram a trabalhar na sua urbanização de forma inovadora, criando grandes lotes residenciais. Em 8 de dezembro de 1891, foi inaugurada a primeira via a ser asfaltada e a primeira a ser arborizada. A população da cidade não passava de cem mil habitantes quando se fez a Avenida Paulista.
Seu desenvolvimento prosseguiu com a inauguração do Parque Villon, em 1892. Anos mais tarde o nome do parque foi mudado para Siqueira Campos e em seguida Parque Trianon, como permanece até hoje. Sua área verde é remanescente da Mata Atlântica, possuiu espécies nativas e diversas esculturas.
Em 1903, empresários paulistas fundaram o Instituto Pasteur de São Paulo. Direcionado para a pesquisa do vírus rábico, desde o início,esta instalado no mesmo edifico. O Sanatório Santa Catarina, primeiro hospital particular da cidade, foi construído em 1906. Atualmente, a região abrange um dos maiores complexo hospitalares do mundo.
Na década de 50, as construções residenciais, com seus estilos variados, começaram a ceder lugar aos edifícios comerciais. Um dos marcos da arquitetura moderna foi a inauguração do Conjunto Nacional, em 1956.
A região atraiu muitos investimentos por estar bem localizada e por possuir grande infra-estrutura. Todo esse interesse consolidou a Avenida como o maior centro empresarial da América Latina. Por causa da grande quantidade de sedes de empresas, bancos e hotéis, a Paulista recebe milhares de turistas de negócios todos os dias.
Além da vocação econômica, a Avenida oferece uma rica variedade de programas culturais. O Masp – Museu de Arte Moderna Assis Chateaubriand – inaugurado em 1968, possui o acervo da arte ocidental mais significativa dos países latinos. A Casa das Rosas foi concebida em 1953 por Ramos de Azevedo nos padrões do classicismo francês. A galeria de arte hoje é tombada por seu valor histórico. Essas pérolas culturais e tantos outros cinemas, teatros, centros culturais e cafés instalados na Paulista garantem um passeio repleto de opções. As pessoas que circulam por toda sua extensão de 2,8 quilômetros, tanto utilizando o metrô, como ônibus ou a pé, encontram diversos restaurantes e lanchonetes, conhecem os magníficos prédios e obras que se espalham por ali.
Pico do Jaraguá
O Parque Estadual do Jaraguá, com aproximadamente 5 mil hectares de área, constitui uma das últimas vegetações remanescentes da mata atlântica em áreas urbanas da cidade de São Paulo, o que representa grande importância histórica, estética, recreacional, econômica e ambiental.
Conhecido por ser o ponto mais alto da região metropolitana, o Parque Estadual do Jaraguá tem diversas trilhas que levam ao Pico de 1.135 metros de altitude e ao mirante, onde a vista privilegiada da cidade e arredores já vale o passeio. Ao longo das trilhas, é possível observar além de lagos e nascentes, animais silvestres em seu habitat natural.
É um parque urbano, que figura entre um dos mais representativos deste gênero no Brasil. Criado em 1961 e tombado como patrimônio da humanidade pela Unesco em 1994, possui significado histórico, tendo se constituido em foco de várias representações sociais paulistas. Hoje costuma ser mais lembrado por portar várias antenas de televisão em seu pico, sem isso significar a perda de sua beleza, pois ainda é um dos cartões postais da cidade e ponto referencial do paulistano.
O Parque foi criado em 1961 e tem atividades para adultos e crianças. São churrasqueiras, quadras, playgrounds, albergue, lanchonete, pavilhão e anfiteatro a disposição do visitante. É possível chegar ao Pico do Jaraguá de carro pela estrada turística.
Zoológico de São Paulo
O Zôo de São Paulo foi criado em junho de 1957, à partir de uma instrução do então Governador Jânio Quadros ao Diretor do Departamento de Caça e Pesca da Secretaria da Agricultura, Sr. Emílio Varoli.
Os primeiros animais exóticos como: leões, camelos, ursos e elefantes foram adquiridos de um pequeno circo particular e os animais brasileiros como onças e galos da serra, foram adquiridos em Manaus.
A inauguração do Zôo, prevista para Janeiro de 1958, teve que ser adiada devido as fortes chuvas daquele ano, mas no dia 16 de março inaugurava-se oficialmente o Zoológico de São Paulo.
Como reflexo dos constantes investimentos e aprimoramentos ocorridos na Fundação Parque Zoológico de São Paulo desde a sua criação, em 1994 o Guinness Book outorgou o diploma de maior Zoológico do Brasil.
Ocupando uma área de aproximadamente 900.000 m², em sua maior parte coberta por Mata Atlântica, o Parque abriga as nascentes do histórico riacho Ipiranga, cujas águas formam os lagos que acolhem exemplares de aves de várias espécies exóticas, nativas, além de aves migratórias. Hoje, a população global da Fundação Parque Zoológico de São Paulo ultrapassa os 3.200 animais cadastrados, representando: aproximadamente 200 espécies de aves, 100 de mamíferos, 98 de répteis, além dos anfíbios e invertebrados. São encontrados exemplares de espécies bastante raras, como: rinoceronte - branco, arara-spix, arara-de-lear, micos-leão e outros.
Com uma visitação anual de aproximadamente 1.600.000 pessoas, o Zôo oferece ao seu público visitas monitoradas, cursos para professores, passeios noturnos, apresentações didáticas sobre os animais, dentre outros aspectos de preservação do meio ambiente.
Horto Florestal
O Horto Florestal tem uma história cuja origem se deu em 1896, com a desapropriação do Engenho da Pedra Branca, para instalação do Horto Botânico. O Horto Botânico tornou-se a base para a criação do Serviço Florestal, hoje Instituto Florestal, órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Governo de São Paulo.
Importante espaço de lazer e cultura o Parque Estadual "Albert Löefgren", na Zona Norte da cidade de São Paulo, ocupa área de 174 halqueires. Localizado ao lado do Parque Estadual da Cantareira, o Horto Florestal, como é mais conhecido, conta com palco para eventos, área de piquenique, play ground, pista de cooper, equipamentos de ginástica, bicas de água potável, lagos e o Museu Florestal. Abriga, ainda, o Palácio de Verão do Governo do Estado, além das sedes da Policia Militar e Polícia Florestal do Estado.
Além disso, oferece ao visitante um contato direto com a natureza, através de fauna e flora diversificadas. Fazem parte da paisagem do parque, espécies exóticas (como eucalipto, pinheiro-do-brejo e criptomeria) e nativas ( como pau-brasil, carvalho-nacional, pau-ferro e jatobá). Observam-se, com freqüência, várias espécies animais, como o macaco-prego, tucano, gambá, socó, garça, tico-tico, serelepe e martim pescador.
O Museu "Octávio Vecchi", o Museu da Madeira inaugurado em 1931, é conhecido internacionalmente por possuir o maior acervo de madeiras da América Latina. As suas amostras de madeira têm entalhes que reproduzem as folhas e frutos das espécies das quais foram extraídas. Peças de charão e móveis artisticamente entalhados completam a coleção do museu, cujo assoalho e forro também se constituem em amostra de madeira. Ao lado do museu está o marco do Trópico de Capricórnio, que passa pelo parque. Ainda nas proximidades, encontra-se a imagem de São João Gualberto, protetor das florestas do Estado de São Paulo, entronizada no Horto Florestal, em 1957, pelos monges beneditinos de Valombrosa, Itália.
MASP - Museu de Arte Moderna de São Paulo
Inaugurado em outubro de 1947 por Assis Chateaubriand, o Museu de Arte de São Paulo, o MASP, é fruto de uma aventura de duas pessoas com visão revolucionária para sua época, e apoiados por um grupo de amigos.
Fundador e proprietário dos Diários e Emissoras Associados, juntamente com o professor Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte na Itália recém chegado ao Brasil, Chateubriand criou a coleção mais importante do hemisfério sul. O feliz encontro entre Chateaubriand e Pietro Maria Bardi alinhou o Brasil com os países de primeiro mundo no universo das artes.
O visitante pode apreciar no edifício da Avenida Paulista, obras da escola italiana como Rafael, Andrea Mantegna, Botticceli e Bellini; de pintores flamengos como Rembrandt, Frans Hals, Cranach ou Memling. Entre os espanhóis estão Velazquéz e Goya.
A maior parte do núcleo de arte européia do MASP é de pintura francesa. Podemos apreciar os quatro retratos das filhas de Luiz XV, pintados por Nattier, ou as alegorias das quatro estações de Delacroix. Do movimento impressionista, encontramos várias obras de Renoir, Manet, Monet, Cézanne e Degas. Dos pós-impressionistas é possível apreciar vários quadros de Van Gogh ou de Toulouse-Lautrec.
Um dos destaques do acervo, é o espaço dedicado à coleção completa de esculturas de Edgar Degas. Uma coleção de bronzes, feitos em tiragem de 73 peças, só pode ser vista integralmente no Masp e em poucos museus como no Metropolitan em New York, ou no Museu D`Orsay em Paris.
O museu foi criado para ser dinâmico, com um perfil de centro cultural. Por isso possui espaços diferenciados para realização de exposições temporárias. O visitante sempre encontra uma novidade em sua visita ao local, por mais freqüente que seja. As exposições temporárias apresentam os mais variados temas ou suportes. Exposições nacionais e internacionais de arte contemporânea, fotografia, design e arquitetura se revezam durante o ano, trazendo ao público um universo de imagens.
O MASP também apresenta projetos musicais, cinema e palestras. Os dois auditórios projetados por Lina Bo são um espaço múltiplo para essas atividades.
Instituto Butantan
Em 1898, uma equipe da Saúde, da qual participava Vital Brazil identificou um surto epidêmico de peste bubônica no porto de Santos que ameaçava alastrar-se. A necessidade de soro levou o Estado a instalar a sua produção em local distante do centro da cidade, tendo sido escolhida a Fazenda Butantan. Em fevereiro de 1901 foi oficialmente criado o Instituto Serumtherapico, posteriormente Butantan.
Hoje, o Instituto Butantan é um centro de pesquisa biomédica, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, responsável pela produção de mais de 80% do total de soros e vacinas consumidas no Brasil. Sua missão é desenvolver estudos e pesquisa básica na área de Biologia e de Biomedicina, relacionadas direta ou indiretamente, com a saúde pública. Um dos pontos turísticos mais visitados de São Paulo, o Butantan mantém 3 museus (Biológico, Histórico e Microbiológico) e um parque belíssimo.
O Museu Biológico caracteriza-se pelo caráter educativo e cultural, ensinando através dos animais vivos que abriga como serpentes, aranhas e escorpiões, lagartos e anfíbios. Já o Museu de Microbiologia faz parte do complexo científico do Instituto Butantan e está localizado em moderno prédio específicamente desenhado para abrigá-lo. Sua concepção original e inovadora proposta educacional o tornam um museu científico único e diferenciado, o primeiro do gênero na América Latina.
O Museu Histórico exibe, por sua vez, equipamentos, painéis e documentos históricos, bem como exposições temporárias de caráter técnico-histórico e cultural.
Fundado em 23 de fevereiro de 1901, como Instituto Serumtherapico, o Butantan abriga uma das maiores coleções de serpentes do mundo, laboratórios sofisticados e o mais moderno centro de produção de vacinas, soros e biofármacos da América Latina.
Sala São Paulo
Construída com estrutura de concreto e alvenaria de tijolos, no estilo Luis XVI, sobrecarregado com esculturas e detalhes, a Júlio Prestes seria a estação inicial da Estrada de Ferro Sorocabana, a principal veia de transporte de café em São Paulo. Ocupando uma área total de 25 mil metros quadrados, seu projeto arquitetônico, de autoria de Cristiano Stockler das Neves e Samuel das Neves, chegou a ser premiado no III° Congresso Panamericano de Arquitetos, de 1927.
Em 1990, surgiu a proposta de se recuperar a estação e transformar parte de seu belo edifício na sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Sala São Paulo, hoje considerada a melhor sala de concertos da América Latina.
A coexistência com uma estação ferroviária requereu uma laje flutuante. Inaugurada em 1999, a sala ainda possui um forro móvel (motorizado, composto por diversos blocos independentes), que permite à acustica do local uma adaptação aos mais diversos tipos de música a serem executados. É possivel testemunhar a beleza do prédio em dias de concertos, ou através de visitas previamente agendadas.
Jockey Club
Fundado em virtude de uma paixão repentina de um republicano por cavalos, o Jockey Club de São Paulo teve sua primeira corrida em 29 de outubro de 1876, no Hipódromo da Moóca, na rua Bresser. Somente mais tarde, em 25 de janeiro de 1941 foi inaugurado o atual Hipódromo da Cidade Jardim.
Em 25 de Janeiro de 1941 é inaugurado, do outro lado da cidade, o novo Hipódromo de Cidade Jardim, moderno, e adequado aos novos tempos. Aloja hoje cerca de 2.000 animais puro-sangue inglês de corrida e suas cocheiras próximas ao hipódromo e mais os Centros de Treinamento espalhados pelo interior do estado acrescentam mais um contingente de outros 1.000 animais. Conta com quatro pistas, uma de grama com 2.119 metros, e outra de areia, com 1.993 metros de volta fechada, que são utilizadas para corridas oficiais. Além disso, mais duas pistas auxiliares de areia, para treinos. Apresenta espetáculos de corridas durante o dia e à noite com serviços de bar e terraço panorâmico.
Museu Paulista
A idéia de erguer um monumento à Independência do Brasil no local da proclamação, às margens do rio Ipiranga, surgiu meses depois. No entanto, por falta de verbas e de entendimentos quanto ao tipo de monumento a ser erigido, é somente após sessenta e oito anos da proclamação que a idéia se concretiza, com a inauguração do edifício-monumento, em 1890. Para tal, em 1884 é contratado, como arquiteto, o engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi, que, no ano anterior, havia apresentado o projeto de um monumento-edifício para celebrar a Independência.
O estilo arquitetônico adotado, o eclético, havia muito estava em curso na Europa e viria marcar, a partir do final do século XIX, a transformação arquitetônica de São Paulo. Valendo-se de uma das principais características do ecletismo, a recuperação de estilos arquitetônicos históricos, Bezzi utilizou, de forma simplificada, o modelo de palácio renascentista para projetar o monumento.
Hoje, o Museu se tornou um dos ícones da cidade de São Paulo, e sua importância é marcada tanto pela imponência do prédio,e de suas instalações quanto pela grande parte da História do Brasil que ele abrange.Conta com um acervo de mais de 125 mil peças, entre mobiliários, trajes e utensílios que pertenceram a figuras da história brasileira como bandeirantes, imperadores e barões paulistas do café.
A cidade possui diversas atividades culturais e uma vida noturna que é considerada umas das melhores do país. São 280 cinemas, 120 teatros, 71 museus e 39 centros culturais, alguns atendendo a parcela de maior poder aquisitivo, outros contemplando mais o público popular, o que leva muitos a dizerem que "sempre há um programa para se fazer em São Paulo". Porém, dada a complexa estrutura urbana da cidade, que tende a segregar grande parte da população menos favorecida devido às grandes distâncias do Centro de São Paulo e à acusada ineficiência do transporte público coletivo, são comuns as críticas ao efeito excludente de tal complexo cultural, aliado ao já conhecido processo de marginalização sócio-econômica. Desta forma, segundo estudiosos da cidade, muitas das atrações de São Paulo ficam restritas à população de mais alta renda.
A diversidade de povos e culturas que construiu a cidade, faz também com que a rica gastronomia da região seja por si só um grande atrativo turístico. Essa afirmação pode ser comprovada através da ampla variedade gastronômica da cidade, que abrange mais de 50 tipos de culinária.
A cidade de São Paulo abriga 32 parques municipais que servem como áreas de lazer e descanso para quem busca refúgio dentro da capital. Entre esses parques, 14 deles possuem lagos que, além da estética, têm papel importante na cidade por amenizarem os riscos de enchentes, auxiliando na drenagem das águas, e também por contribuem para aumentar a umidade reativa do ar para fauna e flora diversificada.
O Parque da Luz, mais antigo da cidade, trouxe de volta 100 anos de história com a recente reforma de seu coreto, que em 1901 era ponto de encontro da sociedade da época, sendo palco de festas, peças teatrais, balés e eventos públicos. Cronistas apontavam o espaço como o parque mais popular da cidade.
Hoje, o mais freqüentado e completo de São Paulo é o Parque do Ibirapuera, que oferece playgrounds, quadras, ciclovia, pista de cooper, bosque de leituras, viveiro, escola de jardinagem, museu, planetário, espaço para eventos, um lago com várias espécies de peixes e abriga mais de 100 espécies de aves.
Só a Zona Sul da cidade abriga outros 10 parques, dentre eles o da Aclimação que se destaca por receber shows de música, dança e teatro; e o Parque do Trianon, que em plena avenida Paulista oferece ginástica aos domingos e durante a semana programações para grupos da terceira idade; e o Parque da Independência, em frente ao Museu do Ipiranga, que conta com belíssimos jardins europeus cercados por fontes.
Para quem estiver no bairro do Morumbi, os parques Burle Marx e Alfredo Volpi são os mais próximos e oferecem áreas para lazer e descanso para freqüentadores. A cobertura vegetal da cidade corresponde a 21% de seu território, segundo dados do Atlas Ambiental de São Paulo.
A cidade conta ainda com os parques do Carmo, Guarapiranga, Anhanguera, Lions Club, Rodrigo de Gáperi, Santa Amélia, Chico Mendes, São Domingos, Jardim Felicidade, Cidade de Toronto, Chácara das Flores, Raul Seixas, Piqueri, Vila Guilherme, Vila dos Remédios, Luís Carlos Prestes, Raposo Tavares, Cemucam, dos Eucaliptos, Nabuco, Parque Lina e Paulo Raia, Severo Gomes e Buenos Aires, além da Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos.
|
|
|
 |
|