Paraty

Paraty ou “Parati” em Tupi Guarani, é uma cidade histórica localizada na baia de Ilha Grande no estado do Rio de Janeiro e distante cerca de 258 quilômetros da capital.

O município localiza-se no extremo oeste do litoral do Estado do Rio de Janeiro, junto à divisa com o Estado de São Paulo e é constituído pelas áreas íngremes da Serra da Bocaina (trecho da Serra do Mar), e seus vales que formam caudalosos rios descem por uma estreita borda litorânea. O trecho do litoral é caprichosamente recortado, com pontas, baías, promontórios, angras, estuários de rios. As praias de areia branca e planícies sedimentares, as praias localizadas na baia de Paraty mais calmas.

A arquitetura dominante na cidade é característica da segunda metade do século XVIII e primeiras décadas do século XIX. Paraty é formada por importante núcleo com construções do período colonial e está localizada à beira-mar. As construções, alinhadas umas encostadas às outras, compõem massa edificada compacta que envolve, inteiramente, os quarteirões e lhes empresta monumentalidade, apesar das limitadas dimensões. Há mais de 60 ilhas e 90 praias em Paraty, boa parte delas acessível somente de barco ou trilhas. As praias de Trindade são uma atração à parte. Outra atração bastante selvagem é a praia do Sono, um lugar intocável sendo explorada apenas por mochileiros mais experientes.

Paraty foi fundada pelos portugueses no século XV e tornou-se o porto exportador de ouro mais importante no período colonial do Brasil, no final do século XVII, época em que era embarcado para Portugal o ouro que vinha de Minas Gerais.

Nas ruas do centro histórico e possível caminhar por ruas estreitas, calçadas pelos escravos em pedras de cachoeiras e rios da região, além do charme de suas casas no estilo colonial.

A cidade possui eventos e feiras durante todo o ano, algumas são:

FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty
Lançada em 2003, a FLIP sofreu modificações significativas já na segunda edição, quando teve seu nome mudado, passando de Festival à Festa, além de sua duração, que passou de três para cinco dias. Desde sua primeira edição, a Festa vem crescendo, seja com relação ao número e expressão de escritores e editoras convidadas, seja no número de visitantes. Falando em nome, a FLIP utiliza o nome Parati, assim mesmo com o i, para realçar que a Festa é “Parati/Para Você” – tornando ainda mais convidativo o evento.

Paraty e sua Cachaça Artesanal
No início do século XIX, com o declínio da exportação do ouro, Paraty passa a produzir aguardente de tão boa qualidade que seu nome virou sinônimo de cachaça , importante moeda de troca no comércio de escravos com a África e na troca de mercadorias com as outras províncias. Nesta época o município chegou a ter mais de 200 engenhos de aguardente. Atualmente ainda existem diversos engenhos de Cachaça em Paraty produzindo cachaça de forma artesanal. Todos os anos acontece na cidade o famoso Festival da Cachaça de Paraty atraindo sempre muitos visitantes.

■ PONTOS TURÍSTICOS

Centro Histórico
O Centro Histórico de Paraty é cheio de vida e acredite 24 horas por dia, seja pelos artistas de rua, restaurantes e índios Guaranis que vendem e expõem seus artesanatos na rua. Além disso junta-se turistas de todos os cantos do Brasil e do Mundo.

O charme bucólico do centro histórico, onde é proibido o tráfego de carros e seus casarões do Século XVIII, hoje ocupados por restaurantes, pousadas, atelier e até boates.

Baia de Paraty

Divulgação / EMBRATUR

Formada por dezenas de praias como as famosas praias de Trindade e a selvagem e misteriosa Praia do Sono, seu litoral convida o turista a passeios de barco e mergulhos incríveis. A Baía de Paraty tem cerca de 180 km de extensão, uma costa bem recortada e um mar calmo, sem grandes ondulações, facilitando muito os passeios de barco.

A paisagem ao redor da Baía é incrível e bem diversificada, é possível ver as montanhas da Serra do Mar, revestidas pela Mata Atlântica onde as montanhas terminam diretamente no mar.

A melhor forma de você explorar todas essas belezas da natureza é de barco. Uma opção é comprar um passeio de escuna (opção mais econômica), e a outra é alugar a sua própria embarcação. Em ambos os casos, o ponto de partida é o Porto de Paraty.

Igreja Nossa Senhora das Dores
Uma igreja erguida pela vontade das mulheres. Construída em 1800, a Capelinha, ou Capela das Dores, como também é conhecida, nasceu da iniciativa das senhoras da sociedade. Passou por reforma em 1901, quando foi fundada a Irmandade de Nossa Senhora das Dores, constituída só por mulheres. No Império, era frequentada pela aristocracia. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1962, a igreja passou por restauração em 2009.

Forte Defensor Perpétuo
Localizado no Morro do Forte, em uma elevação à margem esquerda de rio Perequê-açu, domina o núcleo histórico. Construído durante as últimas décadas do século XVII e início do século XVIII, com o nome de Defesa ou Ponta da Defesa, é o único remanescente das sete fortificações que defendiam a cidade, contornando os terraplenos voltados para o mar.

Cais de Paraty
Local onde escunas e traineiras ficam protegidas e ancoradas a espera dos visitantes para navegar pelas ilhas e praias de Paraty. No chamado “Ciclo do Ouro”, Paraty por sua posição geográfica exercia a função de porto escoadouro da produção de ouro de Minas para Portugal. Foi uma das mais importantes cidades portuárias no período colonial brasileiro (1530-1815).

Praia do Sono
Com praias de areias finas e águas transparentes, Quanto às cachoeiras, uma trilha de 20 minutos que inicia junto à igreja localizada no meio da praia, leva a várias piscinas naturais formadas pelo córrego da Jamanta, sendo o Poço do Jacaré uma das melhores piscinas para banho. A praia do Sono é praticamente um lugar intocado pela civilização, possuindo apenas uma pequena vila de pescadores, com poucos serviços turísticos como pousadas e restaurantes.

A orla sombreada por amendoeiras, poucas casas e barcos dos pescadores são o cenário perfeito, uma das paisagens mais lindas de Paraty. Quiosques feitos pelos próprios pescadores vendem comida e bebidas para os visitantes.

Antigos e Antiguinhos são duas praias acessíveis por uma trilha íngreme no final da Praia do Sono. Protegidas por uma dura caminhada, elas ficam praticamente desertas durante todo o ano. Ainda em estado selvagem.

Estrada Real
Foi a primeira via aberta oficialmente pela Coroa Portuguesa para ligar o litoral fluminense à região produtora de ouro no interior de Minas Gerais. Na época, no século 17, o percurso levava 60 dias para ser feito pelos tropeiros a cavalo.

Cachoeiras em Paraty
Cachoeira de Iririguaçu
Possui dois saltos, com alturas de 4 m e 2 m respectivamente, com águas claras, transparentes e frias. Excelente para banhos, tanto nas piscinas como nas duchas naturais existentes. Próximo e acima da cachoeira existem três grandes piscinas naturais, com profundidade em torno de 2 m.

Cachoeira da Pedra Branca
Possui dois saltos de 5 m de altura, com águas transparentes e frias, propícias para banhos. O rio é cercado por vegetação densa de pequeno e médio porte e suas águas deslizam sobre lajes de pedra que formam pequenas piscinas e duchas naturais.

Cachoeira Pedra Lisa/Taquari
Localizada em trecho de rio com corredeiras, não se caracteriza pelas quedas d’água, mas pela formação de várias piscinas, escorregas e duchas naturais. Suas águas límpidas, transparentes e frias são ótimas para banhos. A trilha de acesso até a cachoeira representa, por si, um atrativo à parte.

Cachoeira do Tobogã
A cachoeira é formada por uma imensa pedra, por onde a aguá desliza, formando um excelente Tobogã, ótimo para se deslizar até uma pequena piscina natural de fundo de areia e pequenas pedras.

Cachoeira da Usina
Local com grande quantidade de pequenas rochas. Além de pequenas quedas d’água, há também uma bela piscina natural, com área aproximada de 80 m. Suas águas são transparentes e frias, em tom amarelado, devido às areias escuras do fundo do rio. Excelente local para banhos, pois além da piscina, há escorregas e duchas naturais. Próximo à cachoeira há uma pequena ilha na parte central do leito do rio.

Poço das Lajes
Localizada a 300 m próxima ao Poço; das Andorinhas, no local foi construído uma pequena barragem, que formou uma pequena piscina natural, cercada por imensas pedras, seu fundo é de areia. Subindo o rio, pelas pedras, é possível alcançar o Poço das Andorinhas.

Poço das Andorinhas
Caracteriza-se por dois grandes muretas dispostos sobre o leito do rio, com um estreito espaço entre eles, por onde jorram as águas que formam um salto de aproximadamente 3,5 m. Suas águas são claras, transparentes e frias, ótimas para banhos. No local existe um poço grande e fundo, e uma ducha natural. Alguns metros abaixo do poço, encontra-se um escorrega natural, muito procurado pelos visitantes.

■ COMO CHEGAR

De Carro:
Vindo do Rio de Janeiro: acesso pela rodovia Rio-Santos (BR-101)
Vindo de São Paulo: o melhor caminho é via Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP-070). No trevo de São José dos Campos, entre na Rodovia dos Tamoios (SP-099). Ao fim dessa estrada, vire à esquerda e pegue a Rio-Santos (SP-055, depois BR-101)

De Ônibus:
Vindo de São Paulo
Reunidas Paulista: http://www.reunidaspaulista.com.br/

Vindo do Rio
Costa Verde: http://www.costaverdetransportes.com.br
Colitur (Regional): (24) 3323-4151

Vindo de Belo Horizonte
Útil: http://www.util.com.br/

De Avião:
O Aeroporto de Paraty é de porte pequeno apenas para aviões de pequeno porte e helicópteros. Consulte INFRAERO

■ MAPA DA REGIÃO

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