Morretes

Andar pelas estreitas ruas de Morretes é encontrar a história, a cultura as belezas naturais e a tradição em um só local. A natureza desta pequena cidade do litoral do Paraná é encantar a todos que por ela passam. Seu povo acolhedor recebe a todos os visitantes de braços abertos. Não é a toa que até o Imperador Dom Pedro II já pernoitou em um de seus antigos casarios.

Morretes é uma das cidades mais antigas do Paraná tem muito a contar. Começando pela sua fundação, que aconteceu em 1733. Descrever o centro histórico de Morretes é retratar o passado, suas histórias e seus costumes. Um belíssimo casario enfeita as ruas da cidade, onde até Imperador D. Pedro II já pernoitou.

Morretes conta com uma população de aproximadamente 17.000 habitantes, que em sua maioria dedica-se a agricultura e ao turismo.

Descer a Serra do Mar até Morretes é um encontro com toda a plenitude que a natureza pode oferecer. Você pode escolher normalmente entre dois caminhos: ferroviário ou rodoviário.

O acesso pela Estrada de Ferro centenária é deslumbrante. Uma obra arquitetônica genial que corta a toda a serra, transpondo mais de 14 túneis e de onde tem as visões mais fantásticas do complexo Serra do Mar.

Nesta descida, o viajante tem o prazer de ver a inesquecível Garganta do Diabo, que extasia e amedronta e o lindo Véu de Noiva, uma queda d´água de beleza indescritível. Se o viajante preferir ir de carro ou ônibus, pode optar pela magnífica Estrada da Graciosa. Uma estrada secular e de suma importância histórica. Desta estrada, descortinam-se vistas maravilhosas da Serra do Mar e pode-se observar diversos espécimes da fauna e flora da região.

Uma rodovia nacional dupla e rápida. Para os adeptos dos esportes radicais e de aventura, Morretes é um prato cheio. A cidade tem diversos rios de águas cristalinas, cachoeiras exuberantes, maravilhosas montanhas e trilhas de tirar o fôlego.

■ PONTOS TURÍSTICOS

Porto de Cima
Povoado situado ao pé da Serra do Mar, que teve seu apogeu em decorrência dos engenhos da erva-mate e, nas últimas décadas do século XVIII, passou a ter grande importância econômica como entreposto comercial entre o litoral e o planalto. Com o crescimento político e econômico do interior do Paraná no final do século passado, Porto de Cima chegou a quase desaparecer. Mas guarda vestígios de seu passado retratado pelas ruínas de engenhos, casarões e calçadas de pedras. Foi um grande centro cultural, berço de ilustres personalidades paranaenses. Atualmente possui praia fluvial, área para acampamento e pousada.

Recanto Cascatinha
Recanto formado por um bosque as margens do Rio Marumbi que após uma corredeira, forma uma grande piscina natural. Em uma das margens existe uma prainha e em outra, grandes rochas cortam as águas cristalinas. Neste local está um dos mais antigos engenhos de cachaça em funcionamento do estado de Paraná, conta também com um restaurante.

Igreja de São Sebastião do Porto de Cima
Devoção de origem portuguesa, esta igreja foi construída na primeira metade do século XIX e inaugurada em 1850. A arquitetura externa, com características coloniais, foi bastante modificada e esta rodeada de edificações do século XIX e início deste.

Internamente, sua arquiterura é rica. Foi tombada e restaurada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1963 e encontra-se no povoado de Porto de Cima.

Igreja Matriz Nossa Senhora do Porto
Em meados de 1812, começou a construção da atual Igreja Matriz Nossa Senhora do Porto, no mesmo local da primitiva capela, num dos pontos mais elevados da cidade. Numa procissão, em 1849, a imagem de Nossa Senhora do Porto, Padroeira da Vila, caiu do andor, fazendo-se em pedaços. No mesmo ano, foi encomendada uma imagem vinda da Bahia, esculpida em madeira, com revestimento de gesso. Inaugurada em 1850, possui em seu interior uma Via-Sacra a óleo executada pelo famoso pintor morretense Theodoro de Bona.

Em frente a igreja está instalado um sino vindo de Portugal, com o brasão do Império, fundido no ano de 1854, além de uma cruz que data da passagem do século e um relógio em sua torre que funciona desde a fundação da igreja.

Igreja de São Benedito
Os dados históricos referentes a esta igreja apresentam controvérsias. Consta como construída por escravos em 1765 ou que a data de sua fundação foi em 1863, com sua torre edificada somente 53 anos mais tarde, em 1916, por iniciativa do provedor e tesoureiro Capitão Roberto França, ou ainda que foi inaugurada em 01 de janeiro de 1884 e benta em 7 de setembro do mesmo ano.

Seu estilo é colonial e seu acervo artístico e histórico ainda permaneca bem conservado. É tombada pelo Patrimônio Histórico.

Bóia-Cross
O mais tradicional esporte aquático de Morretes é praticado normalmente no Rio Nhundiaquara, mais precisamente no povoado de Porto de Cima, a 6km do Centro da Cidade.

O esporte é praticado em câmaras de ar individuais com equipamentos de segurança para garantir o prazer e a aventura dos turistas.

O passeio até o centro de Morretes leva cerca de 3 horas, mas existem trechos menores.

Rafting
Esporte feito em botes infláveis que navegam em cachoeiras e correntezas radicais. O Rafting é companhado sempre por guias especializados e e com equipamentos completos de segurança.

Normalmente o Rafting é feito no Rio Cachoeira, em Antonina. São 3km de pura adrenalina que leva em torno de 1h30.

■ CACHOEIRAS

Salto dos Macacos
O Salto dos Macacos é uma exuberante cachoeira com aproximadamente 70m de altura formada pelo Rio dos Macacos e situa-se na região de preservação da Serra do Mar.
Da rocha que compõe a cachoeira pode-se escorregar caindo numa límpida piscina natural esculpida pela força da água. Após uma seqüência de mais três piscinas naturais, o viajante pode observar o maravilhoso Conjunto do Marumbi. Este mirante é o topo de mais uma cachoeira com cerca de 40m de altura chamada de Salto Redondo.

No caminho até o Salto, pode-se observar diferentes espécies de fauna e flora local, destacando-se uma grande figueira, cujo tronco é necessário mais de 7 pessoas para abraçá-lo totalmente.O Salto dos Macacos é passeio obrigatório para quem vem a Morretes.

Salto da Fortuna
Uma cachoeira de 50m com uma belíssima piscina natural em sua base. No caminho, ainda há a possibilidade de se conhecer um genuíno alambique de cachaça, uma capela histórica e o primeiro caminho colonial, que ligava o litoral ao planalto.

Parque Estadual do Marumbi
No Parque Estadual do Marumbi localiza-se o pico do Olimpo com 1.539 metros de altitude, e que foi considerado por muito tempo o ponto Culminante do estado do Paraná. Depois que Joaquim Olimpo de Miranda conquistou o pico em 1879, turistas do mundo inteiro chegam para realizar o mesmo trajeto. Trilhas, rios, montanhas e acima de tudo literalmente, uma vista inesquecível fazem parte do Parqu

Foto: Divulgação / ANA

e Estadual do Marumbi que possui 6.000 hectares.O Parque ainda possui um Centro de Visitantes com Museu, Polícia Florestal, Camping e a sede do COSMO (Corpo de Socorro em Montanha).

Rio Nhundiaquara
Falar de Morretes é falar de rios. A cidade é cortada pelo maravilhoso e romântico Rio Nhundiaquara, que serviu por muitos anos como a única via natural de penetração que ligava o litoral ao planalto paranaense. É deste cristalino rio que os viajantes podem fazer o famoso passeio de bóia-cross e de deliciar em banhos e mergulhos pelas suas águas frescas e límpidas.

 

■ COMO CHEGAR

De Carro:
BR 277, depois pela PR 408. Pela Estrada da Graciosa, a partir da BR 116, ou ainda pela Ferrovia Paranaguá-Curitiba. Distante 68 km de Curitiba.

De Ônibus:
Terminal Rodoviário Brasílio Carlos Jorge Buffara
Rua Ricardo de Lemos, s/nº (prolongamento)
Tel. (41) 3462-1115

De Trem:
Até Morretes são 110km e 13 túneis, a Estrada de Ferro diariamente leva turistas até a cidade com duração de cerca de 3 horas. A Empresa Serra Verde Express faz o trajeto até Morretes.

■ MAPA DA REGIÃO