OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA UNIDADE
Proteger e preservar amostras dos ecossistemas ali existentes, assegurando a preservação de seus recursos naturais, proporcionando oportunidade controlada para uso pelo público, educação e pesquisa científica.
ÁREA DA UNIDADE
33.855,00 (ha) |
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ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS
Antecedentes Legais
A ilha do Superagüi foi inscrita como Patrimônio Natural e Histórico em 1970 pela Divisão do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Paraná. Este processo foi contestado pela Companhia Agropastoril Litorânea do Paraná em 1984, a fim de tomar posse das ilhas das Peças e do Superagui para a criação de búfalos e de um pólo turístico. Felizmente, após análise dos acontecimentos acima, foi reconhecido, em 1985, o tombamento da ilha do Superagüi, colocando-se uma série de proibições em relação à várias atividades potencialmente danosas ao meio ambiente. Com a finalidade de garantir a proteção das ilhas de forma mais eficaz, foi criado em 1989 a unidade, formada assim pela ilha do Superagüi e pela ilha das Peças. Ao ser ampliado, em 1997, abrangeu também uma parte do continente, denominada Vale do Rio dos Patos, e as ilhas do Pinheiro e Pinheirinho. Em 1991 a região foi abrangida pela Reserva da Biosfera Vale do Ribeira-Serra da Graciosa e em 1998 foi intitulada pela UNESCO como Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade.
Aspectos Culturais e Históricos
As áreas que formam a unidade eram habitadas por índios Tupiniquins e/ou Carijós, na época da colonização do Brasil, os quais foram extingüidos em razão da escravidão pelos brancos ou morte por doenças trazidas durante este período. Historicamente o local passou por influências distintas: fase luso-indígena; fase de fazendas agropecuárias dos jesuítas; fase de colonização suiça e, posteriormente, transformação em colônias de pescadores. O suiço William Michaud se destacou como líder, sendo nomeado professor em 1883, e, posteriormente, Juiz de paz e Agente Postal. Quando faleceu (1902), foi enterrado na própria península de Superagüi e até hoje é famoso em razão de suas telas pintadas sobre a natureza do local. O nome da unidade é de origem tupi-guarani e significa "Rainha dos Peixes".
ASPECTOS FÍSICOS E BIOLÓGICOS
Clima
Clima sub-quente, super-úmido, sem seca (temperado), no inverno pode chegar à temperaturas baixas.
Relevo
Apresenta caráter montanhoso ao norte e planícies litorânea ao sul e sudeste.
Vegetação
Está situado no domínio da Floresta Atlântica, apresentando Formações Pioneiras de Influência Marinha (vegetação de praias, dunas e restinga); Formações Pioneiras de Influência Flúvio-Marinha (manguezais); Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas ( que ocorre nas planícies, até 50 m a.n.m) e Floresta Ombrófila Densa Sub-Montana (que ocorre entre 50 a 500 m a.n.m). Ombrófila quer dizer afinidade com a umidade, portanto, em todo a área do Parque podem ser vistas muitas bromélias e orquídeas.
Fauna
A fauna do Parque é representada por uma grande diversidade de espécies, dentre as aves destaca-se o papagaio-da-cara-roxa, que é endêmico da região, o colhereiro, tiê-sangue e tangarás. Já entre os mamíferos destacam-se: pacas, cutias, veados, bugio, onça-parda, jaguatirica e o mico-leão-da-cara-preta, este endêmico também. Neste parque ocorrem animais peçonhentos como cobra coral e jararacas.
BENEFÍCIOS DA UNIDADE PARA O ENTORNO E REGIÃO
Proteção do habitat de vários animais, sendo um dos mais importantes o mico-leão-de-cara-preta, pois sua proteção está restrita somente à área da unidade. A Praia Deserta possibilita que espécies de aves migratórias encontrem ambiente adequado para descanso. As populações humanas do entorno estão sendo beneficiadas pelas atividades de turismo e o município pelo ICMS Ecológico.
USOS CONFLITANTES QUE AFETAM A UNIDADE E SEU ENTORNO
A retirada de madeira, a caça, os conflitos entre pescadores e índios, a construção de casas de turistas, o corte clandestino de palmito e os desmatamentos e caça de animais silvestres feitos pelos índios que exploram a área do Parque, são os maiores problemas enfrentados pela unidade.
ATRATIVOS PARA VISITAÇÃO PÚBLICA
Localização
PERÍMETRO DA UNIDADE - 157.463,218 M
INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A UNIDADE
Plano de Manejo
Número de Funcionários
5
Situação Fundiária
NÃO REGULARIZADA.
Conselho
Programas Especiais
- COMPENSAÇÃO AMBIENTAL
Pesquisas Realizadas
ESTUDO DE GRANDES PREDADORES EM DIFER.FORMACOES DA FLOR.ATLANTICA DISTR. BIOLOGICA E STATUS MICO-LEAO-CARA-PRETA. MONITORIZACAO DO PAPAGAIO-DE-CARA-ROXA EST.DA BIOLOGIA E COMUNIDADE DE AVES EM DIFERENTES FORMACOES VEGETAIS BIOLOGIA E CONSERVACAO DE BROMELIACEAE DA FLORESTA ATLANTICA DO BRASIL LEVANTAMENTO FLORISTICO DA ILHA DE SUPERAGUI CARACT.SUCESSIONAL DE COMUN.ARBOREAS DA FLORESTA OMBROFILA DENSA AVALIACOES DA IMPORTANCIA DE REGIOES DE MANGUEZAIS C/AREA DE ALIMENTACA ESTUDO TAXON. DOS GENEROS PROTON E DELACHAMPIA ECOLOGIA E COMPORTAMENTO DO MICO-LEAO-DA-CARA-PRETA. ECO. DA TRANS. DO TRYPANOSOMA CRUZI ENTRE PRIMATAS NEOTROPICAIS NA ... DESENVOLVIMENTO DE BASES SUSTENTAVEIS PARA O MANEJO DE RECURSOS ... TAXONOMIA E FILOGENIA DE COLANTHELIA (POACEAE: BAMBUSOIDEAE) ECOLOGIA E DISTRIBUICAO DE MAZAMA BORORO (MAMMALIA; CERVIDAE). CONTRIBUICAO AO CONHECIMENTO DE STREBLIDAE E NYCTERIBIIDAE AMERICANOS ESTRUTURA DA COMUNIDADE MACROFAUNAL BÊNTICA EM AMBIENTES DE PRAIAS ESTUARI FILOGEOGRAFIA MOLECULAR DO GÊNERO CONOPOPHAGA (AVES:CONOPOPHAGIDAE) NA MAT LEVANTAMENTO DA FLORA LIQUÊNICA DA ÁREA DE PROTEÇÃO A ESTUDOS TAXONÔMICOS E FILOGENÉTICOS EM ADENOCALYMMA MAT. EX MEISH.
CONTATO COM A UNIDADE
Nome da Chefia da Unidade
SELMA CRISTINA RIBEIRO
Endereço: RUA CÂNDIDO LOPES, 205, 8° ANDAR EDF. BRASILINO MOURA
Bairro:
Município: GUARAQUECABA
UF: PR
CEP: 80020060
Telefone: (41) 482 1262
Fax:
Email: PNSUPERAGUI@UOL.COM.BR
Site da Unidade:
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