Dia Nacional do Café: aromas e roteiros pelo Brasil

A data simboliza o início da colheita em grande parte das regiões cafeeiras e é celebrada por produtores, cooperativas e amantes do café

O café remete ao despertar e dá energia para todo o dia. A paixão pela bebida acompanha o brasileiro, exalando aromas e inspirando encontros, seja nas versões: coado, expresso, pingado, carioca ou americano. Originário da Etiópia (África), o café é cultivado no Brasil desde 1727. O país é o maior produtor e exportador mundial do grão. A bebida, que está entre as mais consumidas do planeta, sustentou a economia brasileira durante o Império e a República Velha. Os estados do Sudeste e o Norte do Paraná – maiores produtores nacionais – concentram os principais roteiros turísticos dedicados ao passado e presente do café. A Agência de Notícias do Turismo apresenta alguns roteiros para os amantes da bebida.

As marcas especiais de café, com Indicação Geográfica de Procedência (IGP), são tão disputadas pelos apreciadores da bebida quanto os renomados rótulos de vinho. O turismo rural proporciona aos apaixonados pelo café, roteiros que tornam a experiência do turista completa: da produção com passeio pelo cafezal, até aulas sobre o que fazer para obter diferentes sabores, aromas e acidez.

O roteiro mais antigo vai da Baixada Fluminense ao Vale do Paraíba, que atravessa o Rio de Janeiro e São Paulo. Casarões e sobrados remontam aos tempos dos barões do café. São fazendas que aproveitam as belezas naturais e o potencial arquitetônico para ensinar história e oferecer opções de lazer e cultural. Vassouras (RJ), conhecida como a “cidade dos barões”, é uma das principais atrações do Vale do Café, Serra da Bocaina e Mantiqueira, uma rota de natureza, cultura, história, arte, gastronomia e aventura.

A expansão do café para o Oeste Paulista coincide com a ampliação das estradas de ferro e a consolidação do Porto de Santos como principal local de escoamento da produção. Passeios de trem como a rota Capinas-Jaguariúna, percorrem destinos históricos que se fortaleceram com a cultura do café e os caminhos de ferro. Muitas estações ficavam nas fazendas cafeeiras. Já em Santos (SP), o Museu do Café, que abriga a antiga Sala do Pregão da Bolsa do Café é visita obrigatória para quem conhece o Centro Histórico da cidade.

Em São Paulo, a economia cafeeira impulsionou o desenvolvimento e transformou a capital paulista em metrópole global. A atividade atraiu quatro milhões de imigrantes. Essa riqueza se reflete nas grandes construções urbanas, teatros, estações e edifícios. O roteiro urbano que permite compreender as transformações sociais e econômicas provocadas em São Paulo pelo “ouro negro” percorre 12 atrativos históricos e culturais da capital.

 


Créditos: Rota do Café
No norte do Paraná, Londrina é o centro de um roteiro turístico com aroma e sabor de café que reúne 30 atrações em nove cidades. Os turistas conhecem fazendas históricas e em plena atividade. Pousadas, cafeterias, restaurantes e agroindústrias inserem o visitante no contexto da cafeicultura com degustação e visitas guiadas onde é possível conhecer todo o processo, desde a plantação, passando pela colheita e o processamento dos grãos, até os supermercados e lojas especializadas. Os museus da região, em sua maioria, resgatam, valorizam e preservam a história da produção da bebida no Paraná.

No Ceará, a Rota do Café Verde é um passeio para saborear a história e sentir os aromas dos caminhos montanhosos de quatro cidades do maciço do Baturité: Guaramiranga, Baturité, Mulungu e Pacoti. A partir da Estação de Trens de Baturité, que abriga um museu histórico, o turista percorre fazendas com casarões históricos e trilhas em meio a paisagem exuberante da região serrana cearense. Os atrativos são intercalados por plantações de café de sombra e visitas aos processos de moagem e torrefação dos grãos de café sombreado por ingazeiras. Nas pausas providenciais nas cafeterias, os turistas degustam as marcas locais e outras bebidas à base de café, harmonizadas com os doces e demais sabores da cozinha regional.

Carmo de Minas e São Lourenço são cidades mineiras da Rota do Café Especial. O sul do estado é repleto de cafezais e o visual da região garante uma experiência inesquecível ao turista. Além de caminhada pelos cafezais, o tour passa por mirantes e pontos de contemplação da paisagem. Os visitantes recebem explicações sobre toda a cadeia de produção e caraterísticas da bebida como acidez, doçura, amargor e corpo. O pão de queijo caseiro é companhia inseparável do cafezinho mineiro.

CAFÉ COM CACHAÇA – Também em Minas, o café e a cachaça são os destaques de um roteiro, onde os turistas podem conhecer o processo artesanal de produção dessas bebidas, enquanto se deliciam com a típica comida mineira. Para acompanhar, apresentações culturais, rodas de viola caipira e peças de artesanato em palha de café.

Destaque para o café de montanha, produzido na região, em altitudes superiores a 1.000 metros, que revelam características de aroma e sabor próprios premiados, inclusive, internacionalmente. Nesse roteiro, o turista vivencia talentos típicos do Brasil rural, nas serras de Minas Gerais, nos municípios de Acaiaca, Araponga, Canaã, Guaraciaba e Viçosa. O roteiro inclui o Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, rico em biodiversidade.

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