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Jaborandi

Pilocarpus pinnatifolius


ORIGEM: De ocorrência natural da região entre o Pará e o Maranhão, aparece também no cerrado brasileiro.

 

DESCRIÇÃO DA PLANTA: Essa planta é um arbusto do gênero "Pilocarpus", que tem folhas claras podendo chegar até dois metros de altura.

 

USO TRADICIONAL: Os índios brasileiros detêm conhecimentos sobre propriedades terapêuticas do jaborandi (Pilocarpus jaborandi) por gerações.

© BrasilTurismo.com

Jaborandi é uma parte integral da medicina popular brasileira. Os caboclos e os indios preparam um chá com suas folhas e bebem-no como uma diurética ou para induzir o suor. Os diabeticos e os sofredores de asma, usam-no como expectorante e estimulante através de uma infusão, feito com as folhas pulverizadas. A artrite também é tratada com jaborandi. Aplicado ao cabelo - uma loção feita com as folhas - é um remédio contra a calvície.

 

REGISTROS DE PATENTES: Um laboratório americano desenvolveu uma nova droga, usada no tratamento da "radiação induzida" ou xerostomia. A empresa pôde economizar na pesquisa, apenas sabendo o significado de “jaborandi” na linguagem indígena - Jaborandi é conhecido há vários séculos pelos índios tupi-guaranis - que a chamavam de yaborã-di, como a planta que faz babar, que induz a salivação.

A empresa Multinacional Merck é detentora da patente do processo de isolamento da alkaloida pilocarpina a partir de culturas in vitro da planta, para usar no tratamento do Glaucoma, e foi transformada em remédio (Salegen) contra a dificuldade de salivar. Estima-se, que o produto renda ao laboratório alemão algo em torno de R$ 25 milhões anuais.

 

Extrair o pilocarpine das folhas de Jaborandi continua sendo mais barato do que sintetizar. Por mais de 20 anos a planta foi coletada pelos povos indígenas no Nordeste. A companhia beneficia o produto em uma subsidiária regional, com as comunidades locais trabalhnado na coleta. O Jaborandi é uma espécie cultivida em grandes plantações no estado do Maranhão. Se a Merck decidir cancelar toda a produção em suas plantações, ou começarem a sintetizar de forma mais economica o produto, os povos indígenas perderiam sua única fonte de renda.

 

A empresa beneficia a planta no Brasil e leva o material pré-industrializado para refinamento e embalagem na Alemanha. A extração em grande quantidade sem um adequado plano de manejo colocou a planta, desde 1992, na Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, publicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

 

Pelo seu potencial de estímulo ao crescimento e renovação celular da pele e do cabelos, o Jaborandi está sendo cobiçado pela indústria cosmética. De outra forma, a incidência de um alto grau de pilocarpina, vasodilatador tópico, presente sobretudo em suas folhas, permite aplicações médicas nas áreas de dermatologia, angiologia e oftalmologia.

 

Há anos, a planta vem sendo extraída em grandes quantidades para uso de laboratórios estrangeiros. Não existem planos para reposição dos exemplares retirados da região. As poucas áreas de cultivo regular são controladas por laboratórios mutinacionais.


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