Copaíba
A copaíba (Copaifera sp) fornece o bálsamo ou óleo
de copaíba, um líquido transparente
e terapêutico, que é a seiva extraída
mediante a aplicação de furos no
tronco da árvore até atingir o cerne.
O óleo da copaíba é um líquido
transparente, viscoso e fluido, de sabor amargo
com uma cor entre amarelo até marrom claro
dourado.
O uso mais comum é o medicinal,
sendo empregado como anti-inflamatório
e anticancerígeno. Pelas propriedades químicas
e medicinais, o óleo de copaíba
é bastante procurado nos mercados regional,
nacional e internacional. |
 |
Copaíba
© Brasil Turismo |
|
Uso tradicional
A copaíba é incrivelmente poderosa,
um antibiótico da mata, que já salvou
vidas de muitos caboclos e índios seriamente
feridos. Em algumas regiões, o chá
da casca é bastante utilizado como anti-inflamatório.
Em Belém, a garrafada da casca está
sendo utilizada como substituto do óleo
de copaíba. Isto porque é cada vez
mais difícil encontrar o óleo. A
casca entra na composição de todos
os lambedores ou xaropes para tosse. Nos Andes
do Peru, o óleo de copaíba é
utilizado para estrangúria, sífilis
e catarros.
Remédio universal da Amazônia
A Medicina tradicional no Brasil recomenda óleo
de copaíba hoje como um agente antiinflamatório,
para tratamento de caspa, todas tipos de desordens
de pele e para úlceras de estômago.
Copaíba também tem propriedades
diuréticas, expectorantes, desinfetantes,
e estimulantes, e vem sendo utilizado nos tratamentos
de bronquite, dor de garganta, anticoncepcional,
vermífugo, dermatose e psoríase,
e ainda, como combustível para clarear
a escuridão da noite, substituindo a função
do tradicional óleo diesel nas lamparinas.
Na indústria, esse óleo pode ser
usado para fabricação de vernizes,
perfumes, farmacêuticos e até para
revelar fotografias.
Bibliografia:
Taylor, Leslie. Herbal Secret's of the Rainforest.
Prima Publishing, Inc.. 1998Mahajan, J.R., and
Ferreira, G.A., Ann. Acad. Brasil. Cienc., 43,
611 (1971) through Chem. Abstr., 77,. (1972)
ESTRELLA, E. Plantas Medicinales Amazônicas:
Realidad y Perspectivas. Lima: TCA, 1995. 302p.
MING, L.C.; GAUDÊNCIO, P.; SANTOS, V.P.
Plantas Medicinais: Uso Popular na Reserva Extrativista
"Chico Mendes" - Acre. Botucatu: CEPLAN/UNESP,
1997. 165p. |