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Lençóis - BA
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Informações

Descobrir a Chapada Diamantina, um paraíso encravado no sertão da Bahia, a 410 quilômetros de Salvador - mergulhar nessa região que um dia já foi mar é uma experiência única. O conjunto de atrações talvez seja inédito, , são cadeias de montanhas absolutamente fantásticas, rios cristalinos, piscinas naturais, grutas, cachoeiras e matas envolvendo a cidade de Lençóis, não menos atraente e recheada de história.

 

É impossível resistir a um mergulho na Pratinha, um lago de águas transparentes. É quase impossível recusar um convite para explorar as trilhas que desembocam na Cachoeira da Fumaça, no Poço Encantado, Lapa Doce (foto menor) ou nas praias do Rio Paraguaçu.

 

A mudança na paisagem vai se acentuando à medida que a Chapada invade o pára-brisas. O sinal de que alguma coisa de nova está começando a acontecer é o encontro com o perfil das montanhas, esculpido pelos ventos e pelo movimento do oceano que um dia banhou a região.

 

A certeza das descobertas vem com a estradinha estreita e sinuosa que leva a Lençóis, nascida com o garimpo de diamantes, desenvolvida em meio, a lutas e amadurecida com a afirmação da sua vocação turística.

 

O Centro Histórico da cidade passou por um grande programa de restauração. Os esforços de preservação da Cultura & Arquitetura da cidade fez a UNESCO reconhece-la como Patrimônio Mundial da Humanidade e a cidade é tombada pelo IPHAN

 


História & Cultura
A cidade de Lençóis surgiu em meados do século XIX com a descoberta de muitas jazidas de diamantes na região da cidade de Mucugê. Contam os antigos que por volta de 1844 um "tal" de Casusa Prado e o seu escravo vieram do Mucugê para descobrirem diamantes. O escravo encheu os piquais e o Senhor mandou o pagem vendê-los à Chapada Velha. Aí o homem foi preso como ladrão de estrada; mas, sabida a história o povo arrancou como boiada para toda esta Lavra nova. Quem chegasse por último poderia ver de cima da serra, os tetos das barracas estendidas lá em baixo, como se fora uma cidade de lençóis. A notícia da descoberta propagou-se e para aqui afluiram logo aventureiros de toda a parte da Província, uns de condições baixas, e outros abastados, opulentos, gente mesmo de linhagem, de grandes recursos, inclusive numerosa escravatura, mas todos com o mesmo ideal.


Porque o nome Lençóis: Consta que, o nome da cidade de Lençóis vem dos lagedos por onde o rio passa espumando, serra abaixo, como se fora um lindo lençol todo bordado, todo rendado feito pelas mãos de fadas. Essa visão era obtida, principalmente, pelas pessoas que chegavam por cima da serra do Sincorá.


O Garimpo: O garimpeiro é típico local, nas Lavras Diamantinas com seus ranchos suas bateias e outros instrumentos peculiares à região e utilizados na busca de diamantes e carbonatos desde os primeiros tempos de mineração, a base de suas águas encontram-se algumas planícies. Aí, e no leito dos rios e riachos, e ainda nos canais naturais estão as jazidas dos dimantes. O DIAMANTE é o rei das pedras. Ali homens trabalhavam ao som do disco giratório (bateia) e o bater rítimico das águas na roda que impulsionava a indústria que faz brilhar, ainda mais as gemas que outrora serviram de aderêço às damas da nossa sociedade e que hoje brilham também, como ornato das mulheres do nosso meio social.


O Coronelismo: "....Lençóis foi a "capital das Lavras", com um vice-consulado francês e apontada como "Vila Rica da Bahia". Depois de todo esse progresso, porém, a região transformou-se no maior centro do coronelismo e da jagunçada. A década de 20 foi dos homens valentes, revólveres a cinta, e das gatas-bravas, mulheres guerrilheiras que lutaram contra o mais temido chefe, o Coronel Horácio de Matos. No Sertão baiano, homem valente já foi sinônimo de jagunço. Lutador por ideal ou profissão, jagunço não era o mesmo que cangaceiro. Era soldado sertanejo, a serviço de uma causa e de um chefe, que desconhecia o medo no campo de batalha. Horácio de Matos, que dominou a região das Lavras Diamantinas, foi o último e o maior de todos os chefes dos jagunços. O próprio governo de Epitácio Pessoa foi obrigado a assinar com ele um acordo de pacificação, e a Coluna Prestes teve de sair do país depois que invadiu os seus domínios.


Os feitos e as glórias de Horácio de Matos estão vivas e inscritas no calcinado sertão das Lavras. Lençóis não só teve lutas políticas, como ressaltam os escritores que daqui falaram, Lençóis também viveu grandes momentos de júbilo embalado nas mais belas e requintadas comemorações festivas, quer políticas, religiosas ou populares. As classes beneficiadas pela situação econômica mantinham um grande destaque por exibirem as modas estrangeiras vindas de Paris e de outras partes do mundo e, que aqui se faziam apresentar como privilégio dos senhores donos de garimpos e possuidores de escravos. Os primeiros senhores do garimpo levaram famílias inteiras de escravos para Lençóis.


A Decadência: A partir de meados do século passado a cidade de Lençóis enfretou uma grande crise econômica, pois com a grande procura de todos por diamantes a pedra começou a ficar excassa. A partir daí a cidade se viu em um cruzamento: continuar essa atividade extrativista ou aproveitar suas belezas naturais e arquitetônicas para a atividade turística. A partir do movimento social chamado MCC (Movimento de Criatividade Comunitária), composto por Steve Horman e moradores da cidade, Lençóis conseguiu em 1973 ser tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Artístico Nacional) como Patrimônio Nacional. Esse foi o primeiro passo para o desenvolvimento do turismo na região da Chapada. Diamantina.


O Turismo: De 1980 até 1994 o turismo na cidade ainda estava "engatinhando". O perfil do turista que visitava Lençóis era de pessoas novas - até 25 anos - que ficavam em média 2 dias hospedados na cidade. Eram os chamados "Mochileiros".


Atualmente a cidade conta com uma ótima infra-estrutura para absorver a demanda do turismo. Visitam Lençóis cerca de 120.000 turistas por ano, que ficam em média 8 dias na cidade.


Lençóis foi considerada, pela quarta vez consecutiva, como um dos 10 melhores destinos turísticos do Brasil, apresentado pelo GUIA 4 RODAS - mais importante guia de viagem do Brasil, e eleito o melhor destino ecoturístico do Brasil pelo GUIA 14+ BRASIL TELECOM, do Portal IBest na Internet.

Lendas e contos
Pai Inácio
Um escravo chamado Inácio havia se apaixonado pelo filha de seu senhor e, por este motivo, condenado à morte pelo pai da moça. Fugindo dos matadores contratados pelo senhor, o escravo Inácio tentou se esconder num morro, acuado por seus perseguidores, não lhe restou alternativa a não ser saltar do alto do morro, que hoje leva o seu nome. Para evitar a morte abriu um guarda-chuva, que lhe fora dado de recordação por sua amada, e desceu ao solo suavemente e sem ferimentos. Inácio partiu correndo para a mata onde se escondeu e até hoje não fora encontrado.


Encanto do Diamante
Conta-se que há uma forte união entre os diamantes e os astros. Os garimpeiros antigos contavam que para cada estrela no céu existia um diamante na terra. O garimpeiro só achava o diamante se os astros permitissem. Para que isso acontecesse era preciso ocorrer o "bambúrrio", uma encantamento entre o garimpeiro, a pedra e os astros (estrelas), era essa união que dava sorte ao garimpeiro para achar os diamantes - "E quando o garimpeiro vê a luz correr na serra ele sabe: é o chamado do diamante. Ele foi escolhido. Homem, diamante e estrela: está fechado o triângulo da magia." Assim nasce o "encantamento".


Pedra Viva
A lenda conta que as pedras preciosas da Chapada tinham o poder de se esconder dos maus Garimpeiros, ou seja, elas só apareciam nas bateias de seus supostos donos, aqueles predestinados a serem seus donos.

Lagoa Encantada
Conta que uma linda jovem apaixonada, sem ter seu amor correspondido, olhou-se nas águas da Lagoa para tentar certificar-se da ingratidão do seu amado, que a rejeitava. Constatada a injustiça que sofria, desistiu de viver e jogou-se nas águas profundas. Uma Síncope impediu que a jovem se afogasse, prendendo seus cabelos longos no tronco de uma árvore, com a cabeça fora d'água. A jovem foi encontrada ainda viva, protegida pela Lagoa. Seu amado porém, comovido com a atitude da jovem, foi ao seu encontro. Conta-se que desde então viveram em felicidade.

Chamamento
Segundo a crença do Chamamento, os diamantes atraem seus donos por causa de sua luz e seu som peculiar. O Chamamento consiste no fenômeno no qual o garimpeiro, quando se aproxima de sua pedra, escuta leves batidas nela e vê uma intensa luz sobre a serra.



Clima & Geografia

A primeira coisa que você precisa saber sobre Lençóis é onde ela fica. Sem essa informação é difícil chegar lá.

Lençóis fica no estado da Bahia, a oeste de Salvador, quase na mesma latitude dela e distante 410 km desta capital.

 

Como Chegar

Via aérea
Os vôos econtra-se suspenso, mas possui pista de pouso, informações entre em contato com a administração.
Aeroporto Horácio de Matos – fone: (75) 625-8100 (Administração)


Via terrestre
O visitante poderá utilizar a viação Real Expresso, a única que faz o roteiro Salvador-Lençóis, ou outras alternativas como: Itapemirim, São Geraldo, Águia Branca, Rápido Federal e Novo Horizonte, a depender da região de origem. O passageiro tem a disponibilidade do ônibus, que parte de Salvador todos os dias, às 7h00, 13:00 e 23h30h, além dos carros extras, sempre comuns na alta estação.


Com carro particular, o motorista deve vir pela BR-324 até Feira de Santana, depois pode decidir pela BR-116 até o entroncamento com a BR-242 (Bahia-Brasília) ou utilizar-se da BA-052 até Ipirá, seguindo pela BA-488 até Itaberaba. A partir desta cidade os dois caminhos seguem iguais sempre pela 242.


Uma rodovia estadual com 12 km separa Lençóis da estrada Bahia-Brasília. Para chegar ao destino, o percurso varia de 412 (via BR-116) a 442 km (via Ipirá). Por conta do número bem menor de buracos, o segundo percurso, apesar da distância ser maior, é mais confortável que o primeiro. Postos de apoio com pousadas e refeições de qualidade são carências comuns aos dois caminhos por terra.


 
Fonte: Wikipedia e Prefeitura


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