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Turismo no Brasil   >   Estado: Bahia   >   Destino: Maragogipe


Maragogipe
Foto: Secretaria de Turismo do Estado da Bahia

 Pontos Turísticos

■ PONTOS TURÍSTICOS
Centro Histórico
A arquitetura colonial é significativa, com prédios tombados pelo Patrimônio, além de outros do início do século, como a antiga Vila Suerdieck e as ruínas da fábrica Dannemann, herança dos tempos áureos da indústria do fumo. O destaque é para a Matriz de São Bartolomeu, construída no século XVII, no topo de uma colina para onde a cidade cresceu. O coreto na Praça da Matriz, a casa paroquial, a sede das centenárias filarmônicas Terpsícore e Dois de Julho e a Santa Casa da Misericórdia conservam a aparência colonial da cidade que parou no tempo. A Casa de Câmara e Cadeia, construção do século XVIII no mesmo estilo das Casas de Salvador e Santo Amaro, remonta ao tempo em que o General Labatut foi preso pelos portugueses, e a população lutou bravamente pela Independência do Brasil, o que inclusive lhe valeu o título de Patriótica Cidade de Maragojipe.

Alto do Cruzeiro
Mirante natural, o Alto do Cruzeiro é o ponto mais alto de Maragojipe de onde se descortina a cidade, o manguezal e o encontro dos rios Paraguaçu e Guaí. É também local de peregrinação religiosa. Outro mirante é o do cemitério, com uma bela vista da Baía do Iguape, ponte de atração, Convento de São Francisco e a ilha dos Franceses.
Alto do Cruzeiro
Foto: Secretaria Estadual de Turismo da Bahia

Igreja da Matriz de São Bartolomeu
Localizada na Praça da Matriz, a construção da igreja data do final do século XVII, tendo sido fundada em 1640. A matriz foi construída no ponto mais elevado do sítio sobre o qual se desenvolve a cidade, sendo considerada pelo IPAC monumento de elevado valor histórico e arquitetônico. Possui planta em cruz latina, contornada por arcarias exteriores e um pequeno adro à sua frente, onde se localiza um cruzeiro. É um monumento de grandes proporções, com uma área construída de 1,749m², em alvenaria mista de pedra e tijolo. Seu frontispício, voltado para o poente e de costas para o lagamar do Iguape, apresenta um corpo central, com uma bela portada em cantaria e folhas almofadadas, ladeadas por duas portas semelhantes. Três janelas de coro e um frontão triangular completam este corpo, que é flanqueado por duas torres piramidais revestidas de embrenhados de azulejos.

Igreja da Matriz de São Bartolomeu
Foto: Secretaria Estadual de Turismo da Bahia

Possui ainda duas grandes sacristias, superpostas por consistórios, que franqueiam a capela-mor. O interior é rico, com forro em gamela, na nave, e em caixotões, na sacristia direta. O coro e tribunas da nave são guarnecidos por balaústres de jacarandá e os púlpitos e um altar de sacristia são rococós. Um telhado de três águas recobre a igreja, que detém um notável acervo de imagens, portaria e móveis. O monumento foi tombado pelo Iphan no ano 1941. É considerado um dos mais importantes templos baianos e um dos cartões-postais de Maragojipe, tendo seu frontispício, de corpo central, ladeado por duas torres de terminação piramidal, servido de modelo a igrejas posteriores, do início do século XVIII, especialmente matrizes e sedes de irmandades, a exemplo da Igreja de São Francisco, em Salvador. Sobre sua história contam que quando ainda era uma simples capela, uns queriam que fosse dedicada a São Gonçalo e outros a São Bartolomeu. Então Bartolomeu Gatto, homem abastado, foi a Portugal e de lá trouxe uma imagem de São Bartolomeu, colocando-a no descampado para sugerir uma aparição milagrosa, para que a imagem fosse abrigada na capela. Dizem também que diversas peças sacras de seu acervo foram apropriadas pelo então Cardeal da Silva, que levou consigo parte do patrimônio artístico e histórico da igreja. Bartolomeu Gatto faleceu em 1651 e a igreja só começou a ser construída em 1700, levando 70 anos para ser concluída. Segundo o historiador maragojipano Fernando Sá, a Construção do templo foi interrompida por falta de recursos e finalizada com sacrifício, através de contribuições da própria comunidade.

Igreja de São Roque

São Roque do Paraguaçu, Distrito do Município de Maragojipe, nascida também na época colonial, festeja seu padroeiro, São Roque, no período de 17 a 22 de agosto, atraindo toda a região para uma festa grandiosa.

Cachoeira do Urubu
Pico para a prática do cascading (rapel em cachoeiras) e escalada no sentido inverso, a Cachoeira do Urubu, formada pelo Rio Quelembe e ocultada por mata densa, tem cerca de 20 m de altura, caindo em um pequeno lago de grande profundidade.

Carnaval de Máscaras
Maragojipe tem um dos mais originais e tradicionais carnavais do interior da Bahia, tombado como Patrimônio Histórico em 2009. A cidade, que já comemora a folia há 300 anos, é palco de grandes manifestações culturais, com a proposta de resgatar os carnavais antigos, com máscaras que lembram o carnaval de Veneza. Há mais de cem anos o Bloco das Almas sai em desfile pelas principais ruas no primeiro dia de Carnaval, à meia-noite. O bloco é formado por dezenas de moradores que, vestidos com um lençol branco e segurando velas nas mãos, param na porta do cemitério, numa alusão aos mortos, e depois seguem para o centro da cidade. As principais ruas de Maragojipe são decoradas com figuras e desenhos que mostram cartas de baralho com imagens de máscaras, e a cidade recebe cerca de quinze mil visitantes por dia. O domingo da folia de Momo é o mais esperado pelos maragojipanos, por causa do Bloco dos Mascarados, que é o marco da festa, quando todos se encontram e são livres para usar a fantasia que quiserem.

Carnaval de Máscaras
Foto: Secretaria Estadual de Turismo da Bahia

Regata Aratu Maragojipe
A regata Aratu-Maragojipe, principal regata do estado e uma das principais da América Latina, acontece todo ano no mês de agosto. Em 2010 a regata completou 40 anos de existência e contou com 1.800 velejadores que percorreram 32 milhas em comemoração aos festejos de São Bartolomeu.
A largada acontece pela manhã, partindo do Aratu Iate Clube em direção à Maragojipe. O evento é marcado pelas belezas naturais que o velejadores têm o privilégio de encontrar durante o percurso. Nas primeiras 16 milhas, os competidores passam pela Baía de Todos-os- Santos que, segundo os próprios velejadores, é um dos melhores lugares para se velejar. Logo após percorrem essa primeira parte do percurso, a regata adentra nas águas do Rio Paraguaçu.

Logo após o desembarque em Maragojipe, os velejadores se juntam à população local nos festejos ao santo padroeiro da cidade, São Bartolomeu. Mais de 30 mil pessoas participam do Samba de Roda, Bloco de Mascarados, Jegue-Elétrico, Baianas, Charangas, Fanfarras e bandas de renome nacional que animam as ruas e praças da cidade.
Regata Aratu Maragojipe
Foto: Secretaria Estadual de Turismo da Bahia

Terreiro Ilê Alabaxé
O Ilê Alabaxé é uma referência religiosa no município de Maragojipe e em outras localidades, pois conta com mais de 200 filhos, em Maragojipe, Salvador, Sapeaçu, Cruz das Almas, Feira de Santana, Alagoinhas, Candeias, Madre de Deus, Rio de Janeiro, São Paulo, Belém do Pará, Minas, Rio Grande do Sul e Estados Unidos. O Terreiro foi tombado pelo IPAC como patrimônio Cultural da Bahia.

rreiro Ilê Alabaxé
Foto: Secretaria Estadual de Turismo da Bahia

■ PRAIAS
Praia da Barra do Paraguaçu
A praia fica localizada na povoação de mesmo nome e é chamada assim por se situar na barra do rio, isto é, onde o rio Paraguaçu deságua no mar. Possui areias alvas e acentuada salinidade.

Ponta do Souza/ Praia do Pina
Uma bela praia fluvial, formada a partir das vastas águas do Rio Paraguaçu. Sua paisagem bastante pitoresca inclui mata nativa, restingas e manguezais, contribuindo para a grande biodiversidade do local. De suas areias, o visitante tem uma mínima noção sobre a grandiosidade da bacia do “Gigante Paraguaçu”, já que alguns de seus afluentes, como o Guaí e o Rio Urubu, também desaguam no local.

Ponta do Souza/ Praia do Pina
Foto: Secretaria Estadual de Turismo da Bahia

Praia de Coqueiros

Esta praia fluvial do Rio Paraguaçu fica no distrito de Coqueiros, a 3 Km da sede, e a depender da intensidade da maré na Baia de Todos os Santos.

 Ecoturismo & Natureza

Baía do Iguape
A baía do Iguape, uma baía com uma área aproximada de 8.117,53ha, sendo que 2.831,24ha em terrenos de manguezais e 5.286,29ha de águas internas brasileiras. O Iguape, como é chamada é atualmente uma RESEX, reserva extrativista federal e também uma Unidade de Conservação, conforme decreto de 11 de agosto de 2000. Essa extensa faixa chamada de Ria, que é a configuração geográfica formada pela foz de um rio, compondo um vale costeiro submergido ou estuário que foi tomado pelo mar, conseqüentemente formando um braço de mar que se introduz na costa, coincidindo com a desembocadura de um rio, que também se influencia pelo regime de marés. Essa conformação é muito rica em peixes, moluscos e crustáceos, que é o principal meio de sobrevivência de cerca de cinco mil famílias de pescadores e marisqueiras que mextraem de seu leito o sustento de suas famílias e é um santuário ecológico de rara beleza.

O município também possui diversas cascatas e riachos, além da Praia de Ponta de Souza apenas 05 km de Maragojipe, com infra estrutura de barracas e estacionamento.

Baía do Iguape
Foto: Secretaria Estadual de Turismo da Bahia

Lagamar e Baixo Paraguaçu
Envolta por uma intocada floresta tropical, restinga e um vasto mangue, a paisagem da região do Lagamar e Baixo Paraguaçu, em Maragojipe, enfeitiça com suas inúmeras ilhas e pontos pitorescos. Ao longo do percurso sobre as águas deste que é o maior rio genuinamente baiano – o Paraguaçu -, os atrativos se sucedem e encantam pela natureza singular e o alto grau de preservação. Ilha dos Franceses, Gruta do Cantagalo, Capela do antigo Engenho Capanema, Fazenda Salamina, Cascata do Guimarães e a Cachoeira da Gruta do Sol – esta última com pequena infraestrutura de apoio - são paradas obrigatórias para quem deseja conhecer melhor a região. Não se deve deixar de visitar também o Convento de São Francisco do Paraguaçu, na Baía do Iguape, no município vizinho de Cachoeira. A sucessão de belezas naturais continua no caminho de volta, através do Rio dos Reis, passando por dentro do manguezal.