| História & Cultura |
Diz a lenda que a primeira penetração do território do município ocorreu em meados do século XVI, por uma tribo de índios inteligentes, e destemidos guerreiros, que se dedicavam ao cultivo do solo e lançavam mãos também da pesca e da caça para sua subsistência.
Dessa penetração resultou a constituição de uma aldeia, onde se fixaram os silvícolas. Laboriosos e bravos, mas adversos à vida nômade, o que demonstrava certo começo de civilização, cerca de 200 indígenas viviam orgulhosamente cultivando tradições passadas e jamais se deixavam subjugar, pois eram guerreiros denominados "Marag-gyp", que significa "braços invencíveis". Os próprios "Marag-gyp" tinham a vaidade de saber manejar com maestria o arco e a flecha. No exercício do "tarayra", espécie de machado pesado e todo de pau-ferro, não temiam concorrente e eram capazes de decepar de um só golpe a cabeça do inimigo vencido e condenado à morte.
A tradição da tribo dizia que as suas primeiras mulheres foram raptadas pelo chefe Itapecerica numa terra onde as mulheres eram quase brancas, de olhos meio azuis, cabelos bastos e sedosos e de rara formosura. Contavam os mais velhos que essa terra era muito distante do lugar onde agora se encontravam, sendo preciso viajar "três luas" e atravessar muitos rios para poder alcançá-la. Filhas, portanto, de uma raça provavelmente de origem européia, parece haver predominado nas mulheres dessa tribo a voz do sangue e, somente assim, se explicará a felicidade nos casamentos realizados entre eles e os povoadores da terra dos "Marag-gyp", os portugueses, quando das suas excursões pelo Rio Paraguaçu, na exploração das terras marginais, poucos anos após o descobrimento do Brasil
Deslumbrados com a riqueza das matas e com a acessibilidade do porto a qualquer embarcação de grande ou pequeno calado, alguns exploradores resolveram ali fixar residência, mais ou menos em 1520.
Teve início então, o povoamento pelos portugueses com a extração de madeiras, a plantação de cana-de-açúcar e de mandioca e a construção de engenhos de açúcar e fábricas de farinha.
Fonte: IBGE
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